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  • ENTREVISTA | FUTSAL

    "CCD ORDEM é o maior desafio enquanto treinadora de futsal"

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"CCD ORDEM é o maior desafio enquanto treinadora de futsal"

Ana Leal é uma jovem treinadora que irá esta época se estrear ao comando de uma equipa sénior masculina, no patamar mais alto do Futsal distrital ao serviço do CCD Ordem. Ambiciosa e com sucesso como treinadora de formação, em que foi duas vezes campeã distrital. Gosta que as suas equipas apresentem um futsal atrativo e dominante. Tem uma carreira como atleta de futsal com passagens por diversos clubes de renome no futsal feminino.
 
Entrevistador: Luís Leal (Complexo Desportivo)
Entrevistado: Ana Leal
Complexo – Foste convidada pelo CCD Ordem para assumir o comando técnico da equipa sénior, naquela que é a tua primeira experiência como técnica de um clube sénior de futsal. Quais são as primeiras impressões?
Ana Leal: As primeiras impressões são excelentes. É um desafio completamente diferente, mas onde existir o respeito mútuo, ou seja, os atletas respeitarem a treinadora independentemente de ser uma mulher e respeitarem o seu trabalho e a treinadora respeitar os atletas, as coisas acabam por não serem muito diferentes e por correr normalmente. É isto que tem acontecido e que eu espero que continue acontecer. O grupo apesar de jovem é um grupo muito respeitador.
 
Estives-te muitos anos ligada ao FC Paços de Ferreira com excelentes resultados na formação do clube. O que te fez sair do Paços de Ferreira e depois aceitar o convite do CCD Ordem?
Sim, estava ligada ao Clube Desportivo da Boavista e depois como consequência da transição para o FC Paços de Ferreira dei continuidade. Primeiro dizer que a minha saída nada teve a ver com o CCD Ordem pois o convite só surgiu depois. A principal razão da minha saída foi o cansaço psicológico, foram quase 11 anos completos na formação em que o desgaste já era grande. A época passada estava com duas equipas, os infantis e os juniores, estes que eram os campeões em título e queríamos muito dar continuidade ao bom desempenho. Ser treinador de formação é um trabalho muito exigente e que desgasta muito, quer na quadra quer fora dela e depois os clubes hoje, em dia têm um problema no meu ponto de vista, as suas direções são constituídas quase 100% por pais de atletas. Se na formação muitas vezes as relações com os pais de atletas que jogam menos não é fácil, com pais e diretores é sempre pior e aí só tens duas opções, ou cedes a pressões e vais contra os teus princípios quer como treinadora quer como formadora, ou então segues os teus princípios e treinas com um ambiente menos saudável. A minha opção foi seguir os meus princípios e colocar sempre em primeiro lugar o clube e principalmente a equipa e o resultado foi durante 11 anos formar grandes atletas e grandes homens de quem tanto me orgulho, juntando alguns títulos. Nunca irei dizer mal do clube pois já nasci Pacense e ao contrário das pessoas que entram e saem, o clube ficará para sempre. Por isso e depois de um mês a refletir, achei que era o momento de sair, infelizmente queria que fosse só em junho porque ainda havia mais para fazer mas esta pandemia não nos possibilitou.
Quanto ao convite da ordem, inicialmente a saída do FC Paços de Ferreira era mesmo com a intenção de parar pelo menos um ano para descansar, mas a forma como me abordaram e me apresentaram o projeto fez-me encarar como um desafio aliciante e nunca fui de virar a cara a desafios, principalmente um desafio a todos os níveis. Na verdade não tinha nada a perder, nunca me dediquei ao futsal para provar nada a ninguém e como disse Nelson Mandela” Eu nunca perco. Ou eu ganho ou aprendo”, estou completamente de acordo e preparada para tudo, ganhar e aprender.
 
Como treinadora como defines a tua liderança?
Eu penso que tenho um bocadinho dos vários tipos de liderança. Sei perfeitamente que a perfeição não existe mas nunca desisti de a tentar encontrar e é nesta busca constante que procuro trabalhar. Sou super exigente e rigorosa, gosto que os atletas estejam comprometidos, mas também lhes dou liberdade para se expressarem e opinarem sobre algo em que não estão à vontade ou que acham melhor para a equipa e me ajudem a crescer enquanto treinadora para que juntos possamos escolher o melhor caminho para atingirmos os nossos objetivos. 
 
O CCD Ordem esteve envolvido num processo de decisão da FPF relativamente à subida à 2ª Divisão Nacional, que acabou por ter um desfecho negativo. Qual é a tua opinião ou visão relativamente ao caso? 
Na minha opinião não foi uma decisão justa isto porque o ano passado aconteceu exatamente a mesma coisa dentro dos mesmos parâmetros e a decisão foi completamente diferente. Não nos podemos agarrar aos regulamentos quando um ano antes acontece a mesma coisa e esquecemos o que os regulamentos dizem. De qualquer das formas penso que o CCD Ordem tentou que houvesse justiça a direção tomou decisões para lutar pelos seus direitos e é isso que todos os clubes deviam fazer, mesmo sendo clubes pequenos não se podem deixar tratar com desprezo e desrespeito, e o CCD Ordem é uma Entidade Formadora e recebeu também este ano a Bandeira da Ética, por isso falamos de um clube organizado e que cumpre a rigor tudo o que lhe é exigido. Mesmo sendo negativa a resposta merecia no mínimo uma justificação, por isso vou respeitar sempre as decisões da direção enquanto esta estiver a lutar pela justiça e pela igualdade entre os clubes.
 
Certamente é um grande desafio perante as exigência de um clube como o CCD Ordem. Quais são os objetivos propostos para a época?
Como já referi, é um dos desafios maiores se não o maior desafio enquanto treinadora de futsal. O CCD Ordem é um clube muito respeitado pelos adversários e que está todos os anos nas decisões, na luta pelos primeiros lugares. O objetivo será sempre chegar o mais longe possível. Temos de ter em conta que estamos a falar da equipa mais jovem de sempre do CCD Ordem, uma equipa que está a ser renovada e que está a começar do zero. A equipa perdeu imensos atletas, chegaram outros, para muitos deles é o primeiro ano sénior e não se constrói uma equipa num mês. Passo a passo, jogo a jogo com muita ambição, mas conscientes que será um ano de crescimento. No entanto mais uma vez o CCD Ordem demonstra grande coragem nesta aposta de renovação e da criação de oportunidades para os atletas acabados de sair da formação.
Com uma equipa praticamente nova, quais tem sido as maiores dificuldades sentidas na implementação da tua ideia e processo de jogo pelos atletas?
A maior dificuldade que surgiu foi a falta de hábitos que no meu ponto de vista são imprescindíveis no futsal. Os lances de estratégia e a criação de rotinas. Grande parte dos atletas não estava habituado à criação de rotinas e ao seguimento de um modelo de jogo. Não estavam familiarizados com ideias de jogo predefinidas e inicialmente atrasou um bocadinho o processo de implementação de um modelo de jogo. Neste momento já se nota uma evolução deste processo e penso que a partir de agora a evolução será mais rápida.
 
Sentes que tens um plantel capaz e preparado para responder às exigências da competição no cumprir dos objetivos? 
Sinto que tenho um plantel jovem, irreverente, com muita ambição e qualidade. Penso que no início da competição nunca nenhum plantel está completamente preparado, até porque estamos num ano atípico em que os atletas estiveram parados durante 7 meses. Obviamente dentro das limitações que não vão nunca servir de desculpa, temos um plantel competitivo e ambicioso que vai lutar sempre pelo melhor resultado e que vai criar muitas dificuldades aos adversários.
 
Esta época a Divisão Elite está dividida em duas series? Qual a tua opinião relativamente este novo formato?
Eu gostava mais do formato do ano passado. Já competi no escalão de juniores nos dois formatos e gostei mais sem esta divisão das duas series. De qualquer das formas será sempre uma Divisão muito competitiva. 
 
Quem consideras como principais favoritos a seguirem para a 2ª fase?
É o meu primeiro ano de treinadora do escalão sénior, não tenho ainda muito conhecimento em relação as equipas, mas acredito que as equipas que estavam nos oito primeiros lugares do ano passado, vão apresentar equipas muito fortes e depois claro que haverá sempre surpresas nas equipas que subiram, será sem dúvida uma luta muito complicada e muito equilibrada.
 
Dentro do teu modelo de jogo, qual o sistema que mais gostas de ver as tuas equipas jogarem? 
Eu sou apaixonada pelo sistema 4:0, é um sistema difícil de consolidar de muito desgaste físico mas para mim o que torna o futsal mais atrativo. 
 
Quais os princípios e sub-princípios principais que incutes na tua equipa?
O principal foco que tenho na construção de uma equipa é a compreensão do jogo. È impossível transmitir seja que princípio for se não compreendermos o jogo. Depois os princípios básicos gerais do jogo, rejeitar a inferioridade numérica, evitar a igualdade numérica e criar a superioridade numérica. A partir daí utilizar as linhas predefinidas do nosso modelo de jogo, alternando o sistema de 4:0 e 3:1 valorizando muito o jogo sem bola, a reação rápida e agressiva à perda de bola e incutir que o nosso ataque começa numa boa defesa.
 
Como treinadora de formação durante muitos anos, como vês o processo de integração de jovens vindos da formação nos planteis principais? Quais achas que são as maiores dificuldades que os jovens sentem ao integrarem as equipas seniores?
A integração dos jovens nos planteis principais infelizmente acontece menos do que na minha opinião devia acontecer. São poucos os treinadores que acreditam que um jovem consegue ter maturidade suficiente para sair da formação e ajudar ou até acrescentar algo a uma equipa sénior. Em relação à dificuldade dos jovens é que nem todos têm uma formação completa em relação aos vários modelos de jogo e nem sempre estão preparados para o nível de competitividade dos campeonatos seniores. Como já referi, há um pouco aproveitamento da formação na grande parte dos clubes, os atletas até treinam na equipa sénior mas quando se passa para a competição acaba-se por contratar atletas fora já com alguma experiencia. No entanto temos um exemplo bem claro este ano que a juventude tem capacidade para ser inserida numa equipa sénior e que até pode fazer a diferença, como vimos na equipa do Caxinas. 
 
De forma geral como analisas o crescimento e a evolução do Futsal a nível nacional? Porquê?
O Futsal é uma modalidade que tem vindo a crescer imenso. Temos treinadores de excelência e não nos faltam atletas de qualidade. O problema é que praticamente só 2 equipas da nossa 1ª Divisão é que são profissionais. E mesmo a nossa 2ª Divisão carece de apoios para que se torne ainda mais competitiva e haja uma maior progressão. A nível de formação temos já treinadores muito bons, e penso que o nível dos atletas mais novos tem vindo a crescer o que ajuda imenso na evolução da modalidade. Os meios de comunicação também têm vindo ajudar muito na visibilidade desta modalidade espetacular, hoje em dia já conseguimos assistir a vários jogos de futsal na televisão, à relativamente pouco tempo isso não acontecia.
 
Os adeptos da Ordem são muito exigentes. Nos bons resultados são calorosos e apoiam a equipa até ao limite, mas nos maus procuram logo responsabilidades. Achas que essa pressão poderá dificultar o teu trabalho assim como a evolução de uma equipa praticamente nova?
Os adeptos são sem dúvida o motor de uma equipa e os do CCD Ordem não são exceção. Tenho perfeita consciência que se até hoje o meu objetivo era formar e desenvolver jogadores porque estava na formação, hoje, tenho uma equipa para construir do zero em pouco tempo e sei perfeitamente que uma equipa sénior vive de resultados. Estou cá para dar o meu melhor e conseguir juntar as duas coisas, construir uma equipa competitiva e fazer com que esta evolua o mais rapidamente possível e aliar a isso resultados que nos permitam chegar à fase seguinte. Temos consciência que o tempo é inimigo da perfeição, mas estamos no bom caminho para que possamos reunir os resultados positivos a um futsal atrativo. 
 
Qual a mensagem que gostarias de deixar aos sócios e adeptos do CCD Ordem, que nesta faze não conseguem estar muito com a equipa?
Infelizmente para já não vamos contar convosco dentro do pavilhão mas sabemos que estão connosco e tudo faremos para que como sempre se orgulhem deste grande clube. Estamos ansiosos para que possamos sentir de perto todo o vosso apoio.
 
 

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Data de publicação: 2020-10-16

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