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"Sinto-me orgulhoso pela carreira que tive"

Nuno Corunha é um dos mais conceituados jogadores do Mirandela e um dos defesas-centrais mais respeitados do futebol transmontano.
Com 37 anos de idade e ainda a exibir-se a um grande nível no Mirandela, o defesa-central natural de Santa Marta de Penaguião é uma das grandes referências numa jovem e competente equipa que está a fazer uma boa campanha na Série A do Campeonato de Portugal.
Numa equipa que sofreu uma autêntica «revolução» face à época anterior e que também tem um novo treinador, Rui Borges, Nuno Corunha elogia a prestação e esforço da equipa que, para já, está nos lugares de apuramento para a fase de acesso à 3ª Liga. "Estamos a fazer um trabalho bem feito até agora. A equipa assimilou bem as ideias do mister e, apesar de termos começado praticamente do zero, a verdade é que a equipa tem mostrado união, ambição e qualidade. Tenho a certeza que vamos fazer um bom campeonato e atingir o nosso objetivo, que passa por ficar entre os cinco primeiros nesta fase", acredita.
Outro dos aspetos abordados na entrevista tem que ver com a longevidade de uma carreira em que a competência futebolística de Nuno Corunha sempre foi uma marca distintiva do seu percurso, e o futebolista fala de como consegue manter o seu nível competitivo numa fase de maior experiência competitiva. "Sempre fui muito profissional na forma como estive no futebol. Trato-me bem a nível alimentar, tive sempre a preocupação de adquirir competências táticas com os treinadores que tive e sou um jogador mais experiente e maduro nesta fase da minha carreira. Apesar de preferir mostrar o que valho em vez de estar a falar de mim, posso dizer que me sinto orgulhoso do meu percurso e honrado por ter representado os clubes que representei, onde dei sempre o máximo e fui muito bem tratado", sublinhou.
Quanto ao percurso, esse, foi sempre passado em Trás-os-Montes, com um interregno de uma época em que esteve no Amarante, em 2006/07. Nuno Corunha recorda o seu trajeto que o levou desde as escolas do Real de Penaguião até ao terceiro escalão do futebol nacional. "Foi no Cumieira que comecei a minha carreira como sénior. Na altura até era para deixar o futebol, mas o treinador da equipa na altura, o mister João Carlos Silva, pediu-me para ir para o clube, e foi assim que tudo começou. No Mondinense, fui campeão distrital em 2004/05, com um grupo fantástico onde tínhamos jogadores de muita qualidade, em que eu era o mais novo e o que ganhava menos (risos). O Macedo de Cavaleiros, que representei em quatro grandes épocas, é um clube especial, da cidade onde vivo e onde fui campeão da 3ª Divisão Nacional. Costumo dizer que se o clube não acabasse na altura, ainda hoje lá estava. O Bragança é um clube que podia estar noutro patamar, e onde passei três bons anos. O Mirandela é o clube onde estou há mais tempo e no qual estivemos quase para subir à Segunda Liga logo na temporada em que cá cheguei, naquela que foi a melhor época do clube. A cidade e os adeptos são muito pegados ao Mirandela, e posso dizer que nunca me faltaram com nada".
A concluir a conversa, Nuno Corunha deixa «escapar» uma ligeira tristeza por não ter conseguido uma oportunidade para jogar nas ligas profissionais e olha para a formação como uma possível via de continuidade da sua ligação ao futebol. "É verdade que fica sempre um sabor amargo nunca ter conseguido mostrar o meu valor nas ligas profissionais, mas os tempos são outros. Nunca tive empresário e hoje em dia isso é muito importante. No entanto, fica a experiência de muitos anos de carreira que um dia gostaria de transmitir a miúdos na formação apesar de, para ser sincero, ainda não ter pensado muito nisso", concluiu Nuno Corunha que, seguramente, ainda tem valor mais do que suficiente para ser uma grande mais-valia dentro das quatro linhas.
 
Entrevista: Gonçalo Novais
 

Anexos:

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Data de publicação: 2021-01-06

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Comentários

    • qorzsovnxq

      Muchas gracias. ?Como puedo iniciar sesion?

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