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"Todos os Campeões distritais deveriam subir aos campeonatos nacionais"

Paulo Lopes é o técnico do Maia Futsal que se sagrou campeão distrital da Associação Futebol do Porto em Futsal. Assumiu o projeto com o intuito de levar o emblema maiato aos campeonatos nacionais. Um técnico frontal e sem rodeios fala-nos sobre o projeto, a época e as competições. 
 
Entrevistador: Luís Leal (Complexo Desportivo)
Entrevistado: Paulo Lopes

11 PERGUNTAS RÁPIDAS (uma ou duas palavras)

Treinador de referência? Fulvio Colini.
Cidade a visitar? Nova Yorque.
Ambição como técnico? Chegar ao topo.
O amor é? Verde. Natália Andrade
Tipo de música preferida? Aquela que não me irrita!
O maior troféu? O que já está na sede do Maia F. C.
Personalidade de referência? Cristiano Ronaldo.
O que o faz rir? O meu filho.
O que o irrita? Pessoas.
Lema de vida? Quem trabalha sempre alcança.
Complexo é? Top!
Complexo | Conte-nos um pouco a sua paixão pelo futsal e como surgiu a entrada na modalidade?
Paulo Lopes| Se paixão é passarmos muito tempo a pensar em alguém, então talvez possa dizer que sou apaixonado pelo Futsal, mas não que isso me traga bem-estar. Pelo contrário. Penso muito no Futsal por uma questão de responsabilidade, de sentir que faço aquilo que me compete e chego a cada jogo preparado e de consciência tranquila. A minha entrada na modalidade, como Treinador, surgiu em 2009 com um simples convite de alguém que via em mim, enquanto jogador, um líder, com mais conhecimento do que a maioria. 
 
O projeto do Maia Futsal Clube vem crescendo com o objetivo claro de chegar aos Nacionais. De que forma encara esse desafio e responsabilidade? Sente pressão externa pela obtenção dos resultados?
Encaro o desafio com naturalidade e responsabilidade. Foi algo que me foi pedido pelo Presidente Bruno Magalhães, no dia 25 de abril de 2018 e que tudo farei para conseguir. Pressão externa? Não existe nada fora do Maia Futsal Clube que me afete ou pressione. Pelo contrário, só me motiva! No Maia Futsal Clube a pressão é interna. Eu prefiro chamar-lhe exigência e mais exigente do que eu nunca conheci, vivo bem com ela.
 
Esta temporada foi atípica, devido à pandemia, que obrigou à reformulação da competição, assim como do processo de treino de uma equipa. Qual é o maior desafio enquanto treinador, para manter a equipa focada e na melhor condição física depois de tantas paragens?
Retomamos os treinos no dia 19 de abril e prepararmos a equipa fisicamente para passado 19 dias estar a competir. Foi sem dúvida um dos desafios mais difíceis em termos técnicos destas últimas três épocas, mas com um bom planeamento e o sacrifício dos meus jogadores conseguimos. Quanto ao foco, tem muito a ver com aquilo que nos rodeia, o clube em si, o Presidente, os meus diretores, a minha equipa técnica, os meus jogadores e a ambição e responsabilidade que lhes incutimos. Em qualquer outro clube podemos falhar. No Maia Futsal Clube não!
 
 
Tem um plantel experiente e com muitos anos de futsal, alguns deles já foram mesmo internacionais e com muito conhecimento do futsal. Na implementação da ideia de jogo teve alguma reticência por parte dos atletas?
Sim tive claro, como qualquer Treinador tem sempre em qualquer equipa. Cabe-nos a nós Treinadores mostrar aos jogadores o porquê de acharmos que o caminho que escolhemos é o melhor ou mesmo prová-lo com factos. Sempre lhes disse que era com este Modelo de Jogo que íamos ser Campeões. O meu obrigado a todos eles.
O Maia Futsal Clube era apontado como um dos principais favoritos ao título de campeão. Sentiu que esse estatuto trouxe pressão à equipa em alguns momentos?
Não, até porque quem estiver no Maia Futsal Clube e não souber lidar com pressão está no clube errado. Mas deixe-me dizer-lhe que acho estranho o Maia Futsal Clube vir da Divisão de Honra e ser considerado como um dos favoritos à conquista do Campeonato Elite Pró Nacional. Fala-se muito no investimento, na experiência e na qualidade dos jogadores, é algo que me faz confusão, porque os jogadores do Maia Futsal Clube não começaram a jogar Futsal quando chegaram ao Maia, não se tornaram experientes quando chegaram ao Maia e se a questão é o investimento, então é no mínimo estranho o Leça Futebol Clube ter chegado às meias-finais do Campeonato Elite Pró Nacional em apenas três épocas. Parece-me que anda muita gente preocupada com os outros e distraída com as redes sociais, em vez de trabalhar. Nós trabalhamos muito.
 
Sentiu ao longo da época que os adversários alteravam a sua forma de jogar nos jogos frente ao Maia Futsal derivado a esse estatuto?
Não. Nenhum adversário que tenha observado alterou a sua forma de jogar por jogar contra o Maia Futsal Clube. Agora se me perguntar se jogavam com a mesma vontade e motivação tenho que lhe responder que não. Contra o Maia Futsal Clube todos os jogos pareciam o último jogo da vida para os adversários, o que a nós só nos engrandece e valoriza o trabalho feito até hoje. Foram 74 finais.
 
Qual foi o sentimento ao conseguir sagrar-se Campeão Distrital da AF Porto?
Foi um sentimento de dever comprido e de realização.
Como avalia o nível de competitividade da Divisão Elite AF Porto? Concorda com este formato?
Na minha opinião, o nível de competitividade mantem-se o mesmo das últimas épocas. Quanto ao formato, não me cabe a mim avaliar o mesmo. Nas últimas três épocas disputamos os campeonatos em três formatos diferentes. Acho que a uniformização dos formatos era algo a pensar para todas as divisões.
 
Quais das equipas que defrontou que apresentaram o melhor futsal e causaram mais dificuldades? Porquê?
Sem dúvida o Leça Futebol Clube. O porquê era resposta para mais uma entrevista.
 
O Maia Futsal Clube está numa fase decisiva, com a disputa da Taça Nacional que dá acesso à 3ª Divisão Nacional. Concorda com este formato de subida implementado pela FPF? Porquê?
Não. Todos os Campeões distritais deveriam subir aos campeonatos nacionais. Até porque não faltam equipas nos campeonatos nacionais que lá chegaram sem ser campeãs. É no mínimo injusto.
 
Qual a sua perspetiva atual do futsal português? Quais as melhorias que deveriam ser levadas a cabo pela FPF?
Sinto que o Futsal português está a evoluir cada vez mais, mas para essa evolução continuar é preciso uniformizar as competições, torná-las justas e permear o trabalho a longo prazo. É preciso reformular os campeonatos nacionais de formação. Estive duas épocas no Campeonato Nacional Sub.20, onde a qualidade dos jogadores é muita, mas tende a escassear porque embora qualquer jogador jovem queira jogar no campeonato nacional, não gosta de estar parado praticamente meio ano sem competir, que é o que acontece a metade dos participantes, o que depois faz com que os mesmos peçam para sair, para irem disputar fases finais nos campeonatos distritais. 
 
Não teve muito tempo para estudar os adversário, principalmente o G. D. Beira Ria e Viseu 2001 B, uma vez que são de distritos diferentes e qualificou-se há pouco para a Taça Nacional. Como técnico o que procura fazer para minimizar essa falta de conhecimento?
Posso lhe dizer que nunca fui para nenhum jogo nas últimas três épocas sem analisar o adversário. Não vai ser agora que isso vai acontecer.
 
Na sua conceção de modelo ou ideia de jogo, quais os momentos que dá mais enfoque no treino e considera fundamentais para uma equipa de sucesso?
Todos os momentos do jogo são importantes, desde os momentos de organização, aos momentos de desorganização, não esquecendo os lances de bola parada. No treino privilégio muito a manutenção da pose de bola. No jogo o momento defensivo é no qual me foco. Uma equipa de sucesso tem que dominar todos os momentos de jogo e quando não consegue tem que, no mínimo, controlar todos os momentos de jogo e é isso que eu tento sempre fazer. 
Como técnico da equipa principal de que forma é feita a ligação entre a estrutura da formação e a equipa sénior?
Essa ligação entre formação/competição é feita entre mim e o coordenador da formação Pedro Mendonça. Neste momento, todos os escalões de formação trabalham dentro daquilo que é o Modelo de Jogo da equipa Sénior. Posso-lhe adiantar que como resultado deste trabalho na época seguinte oito jogadores com menos de 21 anos farão parte do plantel principal do Maia Futsal Clube.
 
Independente do desfecho da temporada, já foi convidado a continuar ao comando da equipa do Maia Futsal?
Não se trata de um convite. Trata-se de cumprir com os objetivos propostos e dar continuidade ao trabalho desenvolvido até hoje. No Maia Futsal Clube convites só para ir para a tribuna assistir a jogos. Eu não fui convidado a treinar a equipa Sénior, até porque ela nem existia. O Presidente Bruno Magalhães apresentou-me um projeto, eu refleti durante uma semana e resolvi aceitar. Passado três anos aqui estamos. 
 
Gostaria de deixar alguma mensagem aos adeptos e à estrutura do Maia Futsal?
Mensagens à estrutura passo-as todos os dias. Aos adeptos apenas dizer-lhes que estamos com muitas saudades deles e que no próximo dia 19 só caberão 180 pessoas no Pavilhão Municipal da Maia. Eu sei que não é um concerto dos U2, mas venham com tempo. Tudo faremos para os deixarem felizes.
 
 
 

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Data de publicação: 2021-06-13

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