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André David "O campeonato acabou e agora sou um treinador livre"

Várias vezes destacado na imprensa pela qualidade de processos das suas equipas, o jovem treinador André David é detentor de um rico percurso na modalidade, que já o levou à Segunda Liga.
Com um percurso maioritariamente feito no Campeonato de Portugal, André David já mostrou o que vale também na Taça de Portugal, e as exibições dos «seus» Tourizense e Loures diante de Académica e Sporting, respetivamente, mostraram uma ideia de jogo apelativa, em que nem a diferença de andamento competitivo impediu a prática de um futebol em que assumir riscos, e explanar um processo ofensivo com qualidade, faziam parte de uma identidade que tanto sucesso rendeu em emblemas como o Bragança ou o Oliveira do Hospital.
A época de 2019/20, marcada por passagens pelo Vila Real e Bragança, foi difícil, mas é também nas adversidades que se cresce. E na entrevista concedida ao Complexo.pt, André David assegura que está a crescer e a aprender, com uma convicção – a de que um dia fará parte do leque de técnicos primodivisionários do futebol nacional.
 
Vila Real, Bragança e covid19. Eis três das várias palavras que podem descrever uma época intensa que viveste. Chegado o campeonato ao fim, e estando já a nova época seguramente a ser preparada, que balanço dá para fazer da época 2019/20?
Foi uma época de crescimento e aprendizagem, talvez dos anos em que mais cresci como homem e treinador.
 
Começando por falar da presente época, que apreciação fazes da decisão de cancelamento das provas?
Não sou a pessoa certa para falar das decisões da FPF, é uma decisão injusta para vários clubes, mas parece-me que não havia outra solução.
 
Que impactos é que uma situação destas tem num clube como o Bragança, e em toda a estrutura que aqui se encontra?
O clube vai ter muitas dificuldades em garantir patrocinadores e apoios necessários para manter o orçamento atual.
 
A seguir à crise sanitária, é certo que as crises económica e financeira serão subsequentes a esta situação. Como achas que um cenário tão difícil poderá condicionar a forma como a próxima época poderá ser preparada?
Vai de certeza ter um impacto forte nas decisões por parte dos clubes. Baixar orçamentos, mudar prioridades, para alem da incerteza quanto ao início dos campeonatos e formato da competição. Os salários vão baixar e há clubes que vão abdicar da participação na competição.
 
Falemos agora mais da tua época em si, marcada pela passagem em dois clubes. Como surgiu, em primeiro lugar, a oportunidade de orientar o Vila Real, neste regresso aos campeonatos nacionais?
Depois de oito meses de fora, a vontade de regressar era enorme e era o segundo convite do SC Vila Real, não podia rejeitar. Aos nossos olhos, a equipa cresceu e conseguimos vencer dois jogos em sete possíveis, no entanto não reduzimos distancias para a os lugares de manutenção. Acabámos por fazer um bom trabalho.
 
Quais os motivos que te levaram a aceitar o desafio de orientar o Bragança, e tentar tirar o clube de uma situação delicada na tabela classificativa?
É um clube que me diz muito, clube onde fui muito feliz, por isso achamos que a mudança podia ser positiva para todos.
 
Em oito partidas realizadas, o equilíbrio no marcador foi sempre uma constante, mas os resultados não foram positivos, e não foi possível garantires um triunfo desde que assumiste o comando técnico. O que se passou para o Bragança não conseguir ser feliz?
A Série A é muito equilibrada, a maturidade dos jogadores e o pormenor fazem a diferença em todos os jogos. A somar a tudo isto, toda a instabilidade diretiva que é pública, e que também teve o seu impacto.
 
A época de 2019/20 não correu bem ao Bragança, mas na sua história recente o clube coleciona várias épocas de boa qualidade e estabilidade desportiva no Campeonato de Portugal. O que terá de fazer o Bragança de diferente, para que 2020/21 corra melhor dentro de campo?
O clube vai ter de se reformular, aprender com os erros e conseguir congregar apoios por parte das empresas e autarquia. A cidade e a região mereciam o clube nos campeonatos profissionais.
 
No Bragança viveste recentemente momentos mais difíceis, mas também alguns dos melhores momentos do teu percurso como treinador, e estou-me a lembrar da época de 2015/16, em que lutaste pela subida aos campeonatos profissionais, levaste a equipa à terceira eliminatória da Taça de Portugal, e ganhaste o «passaporte» para o futebol profissional, rumo ao Académico de Viseu. Que significado tem o Bragança para ti, enquanto profissional?
É um clube especial, é uma cidade especial e uma equipa de trabalho fantástica. Fizemos um excelente trabalho porque tínhamos uma estrutura fantástica, de grande qualidade.
 
Depois de algumas épocas na formação, e duas experiências como adjunto no Régua e Vila Real, vais para o Tourizense em 2011/12, e na época seguinte já estás a defrontar a Académica na televisão, para a Taça de Portugal. Como descreves este período, e que balanço fazes do mesmo?
Foi o culminar de um período de muito trabalho, vários contextos, vários cargos. Foram vários anos a planear, jogar, errar, refletir, corrigir, que me fizeram crescer imenso.
 
No Oliveira do Hospital, viveste grandes momentos desportivos, com títulos e subidas de divisão à mistura. Como correu esse percurso pelo clube?
A mudança para FCOH foi um passo atrás, para dar dois passos em frente. Foi um trabalho fantástico.
 
Ainda no Oliveira do Hospital, e já no Campeonato Nacional de Seniores, acabas por sair do clube na 12ª jornada, quando a equipa estava apenas a um ponto do segundo lugar. Que motivos levaram ao término deste vínculo com o teu clube?
A mudança para um clube com um orçamento quatro vezes maior, que me iria permitir lutar por objetivos diferentes no mesmo campeonato.
 
Outro grande marco da tua carreira foi a chegada à LigaPro, para assumires a equipa principal do Académico de Viseu. De que forma surgiu esta oportunidade, e qual o significado que ela teve para a tua carreira?
Foi um marco na minha carreira, a primeira vez que fui despedido.
 
Para ti, que já viveste por dentro o ambiente do futebol profissional, quais são as diferenças de treinar nas divisões profissionais, em relação aos campeonatos semiprofissionais ou amadores, e quais as competências que um técnico deve revelar para ser capaz de triunfar a esse nível?
Ser profissional é uma forma de encarar a vida, a nossa profissão, a diferença entre ser profissional ou amador, esta na nossa atitude. Talvez ainda não estivesse preparado para dar aquele passo, a estrutura também não ajudou. Um dia vou voltar e altamente preparado.
 
Ainda assumiste a equipa durante 21 jornadas, mas acabaste por não concluir a temporada. Ficou algum tipo de «sabor amargo» por não teres tido mais tempo para aproveitares a oportunidade que tiveste?
Saí por opção minha, achei não haver condições e ser melhor entrar uma cara e uma liderança nova.
 
A seguir a Viseu, não mais saíste do Campeonato de Portugal, e se no Gafanha tiveste mais uma boa passagem, em Loures fica na memória uma grande exibição contra o Sporting, que levou inclusivamente grande parte dos adeptos do clube a defenderem-te, após uma polémica que te envolveu contra um treinador adversário. O que reténs de importante nestes anos de percurso?
Gafanha e Loures foram dois clubes de sucesso desportivo mas com acontecimentos que me fez crescer como treinador e como homem.
 
Quando olhamos, por exemplo, para o Académica-Tourizense e o Loures-Sporting, percebemos a prática de um futebol em que se assumem riscos, e se procura manter uma identidade de posse, e procura sistemática de criação de oportunidades de golo seja quem for o adversário. Em que medida isto simboliza a identidade que procuras cultivar nas tuas equipas?
O treinador é uma marca, tem obrigação de a evoluir e de a “vender”. A ideia de jogo é a imagem do treinador, é o seu ADN, quando os adeptos vêm uma equipa minha jogar, sabem que é Ideia André David.
 
No Bragança já foste feliz, e é em Bragança que estás agora. Até que ponto poderá o GDB representar uma nova ascensão da tua parte a patamares de competitividade mais elevados?
O campeonato acabou e agora sou um treinador livre. Tenho uma certeza, quero começar época de início, para escolher o plantel e ter o espaço de pré-época para fazer crescer a minha ideia, o que para mim é fundamental. Sempre que começámos épocas e estruturámos o plantel, fizemos excelentes campanhas. Foi assim no Tourizense, no Oliveira do Hospital, no Bragança ou no Gafanha.
 
Aos 34 anos, terás seguramente ainda muitos anos de percurso pela frente. Que ambições e desafios te vês a querer abraçar no teu percurso?
Nesta fase não adianta olhar muito para a frente, é uma fase das nossas vidas em que há muito “nevoeiro”, por isso resta-nos trabalhar, reciclar ideias e metodologias, para quando tudo regressar à normalidade, estarmos preparados. No entanto acredito que vamos um dia treinar um clube de Primeira Liga.
 
 
Entrevistador: Gonçalo Novais
Entrevistado: André David
 

 

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Data de publicação: 2020-05-01

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