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Mário Costa "o nosso ciclocrosse está pouco desenvolvido"

Mário Costa, ciclista de 28 anos, é um dos nomes mais relevantes do Ciclocrosse e Cross Country português, com vários títulos nacionais na modalidade. 
É natural de Vila do Conde e tem como grande sonho a participação nos Jogos Olímpicos. 
Numa entrevista ao Complexo Desportivo, Mário Costa falou-nos sobre a atualidade, sobre a modalidade e quais os seus objetivos para o futuro. 
 
11 PERGUNTAS RÁPIDAS (uma ou duas palavras)
Ciclista de referência?  Marco Aurelio Fontana
Local a visitar? Whistler
Família é? Suporte
A tua maior conquista? Poder ser mountain biker
O maior desafio foi? Transformar a #majohouse 
Dois adjetivos que te definem? Trabalhador e amigo
O que te faz sorrir? Duas rodas
Uma bicicleta é? Meio de transporte, um desafio, uma diversão.
O último livro lido foi? Crónicas Familiares Nas pegadas do tempo.
Um sonho? Estar nos Jogos Olímpicos.
Complexo é? Desporto!
 
 
COMPLEXO – Como tem sido estar estas semanas sem competição e com treino condicionado?
Mário Costa – Como para toda a gente é uma nova realidade e a adaptação custa sempre, mas há quem esteja pior, considero que não me posso queixar.
 
Temos seguido que vais conseguindo treinar, quais foram as alterações ou mudanças que tiveste de fazer no teu plano de treino?
Principalmente, reduzir ao número de horas e à intensidade, fazer um treino de manutenção e esperar pelas competições.
 
Consideras que a temporada poderá ficar em risco devido ao COVID-19? De que forma?
Mário Costa - Sim, considero que está em risco. Penso que internacionalmente irá ser difícil termos competições este ano. A nível nacional pelo menos acho que ainda podemos ter algumas competições no final do ano, mas é muito complicado prever alguma coisa.
 
O cancelamento de provas e alguma incerteza no futuro trará consequências financeiras. Como isso poderá afetar a tua vida pessoal e profissional?
Mário Costa - Claro que sim, nós atletas vivemos das competições, temos apoios para as competições, sem elas este sistema não pode funcionar por muito tempo.
 
Qual o apoio e acompanhamento que a Federação Portuguesa de Ciclismo tem dado?
Mário Costa - Recebemos um e-mail com as indicações do gabinete médico da FPC.
 
Já foste por duas vezes Campeão Nacional de Ciclocrosse, em seniores e por uma vez em esperanças, aliado à conquista da Taça Portugal. Quais são os principais objetivos desportivo para a próxima época? 
Neste momento os objetivos estão congelados digamos assim, para já espero ainda fazer algumas competições de XCO até ao fim do ano, até ao final da qualificação olímpica o meu foco é total. Entretanto, o ciclocrosse que possa vir a fazer será sempre como preparação e não com objetivos de resultado.
 
Em fevereiro participaste na prova de Salamina (Grécia), como descreves a experiência? Quais foram os maiores desafios e o que achas que faltou para conseguires o pódio?
Foi a primeira prova da época e tive algumas dificuldades nos primeiros dias,, mas fui melhorando até ao último dia, onde fiz 4º lugar. O maior desafio foi o elevado nível competitivo que encontrei lá ao longos das quatro competições que fiz. 
 
Muitas das vezes, nas provas internacionais, os ciclistas portugueses não conseguem superiorizar-se. Quais achas que são as maiores dificuldades e diferenças na preparação dos ciclistas nacionais em relação aos internacionais?
Mário Costa - Na preparação penso que nos falta mais apoios para podermos chegar à partida em igualdade de circunstâncias, viajamos muitas vezes a solo, sem apoio de staff técnico e nem sempre as viagens correm como planeado e isso acaba por ter alguma influência.
 
O que falta ao ciclismo português para ter um maior impacto nacional, principalmente no Ciclocrosse?
Mário Costa - Falta muita coisa, o nosso ciclocrosse está pouco desenvolvido, falta atletas e equipas que se dediquem a 100% à modalidade, falta prêmios mais atrativos nas corridas, falta dinamização das corridas, transmissão em direto, divulgação, etc...
 
De que forma queres estar ligado ao ciclismo no final da tua carreira?
Mário Costa - Espero ainda ter mais uns bons anos para pensar sobre isso! Mas que quero estar ligado isso é certo.
 
 
Entrevistador: Luís Leal (Complexo Desportivo)
Entrevistado: Mário Costa
 
Fotos: Mário Costa / Eduardo Campo/ Federação Portuguesa Ciclismo
 

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Data de publicação: 2020-05-10

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