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Márcito "Quero dar o salto para o profissionalismo"
Aos 23 anos de idade, o lateral-esquerdo do Castro Daire, Márcio Rocha, conhecido no mundo do futebol como Márcito, é um jogador-sensação no seio de uma equipa-sensação.
Titular de um Castro Daire que «brilhou» no futebol nacional, é normal esperar que vários dos «craques» da equipa orientada por Vasco Almeida tenham a ambição e capacidade de dar um passo em frente rumo ao futebol profissional, e Márcito não esconde esse objetivo.
Nesta entrevista realizada ao Complexo.pt, o jovem futebolista castrense fala também de todo o seu percurso futebolístico iniciado no O Crasto, e em que no Lusitano Vildemoinhos o levou a cruzar caminho com o Sporting de Bruno Fernandes, Nani ou Bas Dost, num momento marcante da sua carreira também abordado na entrevista.

Foi um dos nomeados para o melhor onze da Série B do Campeonato de Portugal, numa escolha levada a cabo ao abrigo de uma iniciativa entre a página "Campeonato Portugal - Campeonato das Oportunidades" e o zerozero.pt. Desde já, de que forma se sente devido a este reconhecimento, e qual a importância que atribui a uma distinção deste tipo?
Antes de já agradeço pelo convite para esta entrevista ao Sr. Gonçalo Novais. Acerca da nomeação é sempre bom ser distinguido como o melhor jogador da Série B na minha posição, a de lateral-esquerdo. É sinal que o trabalho que desenvolvi durante o ano desportivo compensou. É importante também, porque dá visibilidade e poderá abrir portas ao futebol profissional. Que é o meu objetivo.
Na descrição que é feita sobre si, é destacada a capacidade que mostrou, ao longo da época, de não só marcar golos, como de participar em muitos outros lances de perigo através da eficácia das suas assistências. Se lhe pedíssemos uma descrição mais aprofundada de si próprio como jogador, o que o Márcio nos poderia dizer?
Sempre gostei de me envolver ofensivamente e projeto-me bastante no ataque. Todos os mister’s que me conheceram bem como jogador, sempre me deram liberdade para atacar. Se me definisse como jogador diria que sou um jogador lutador e que não desisto de nenhuma jogada.
Quando olha para a época que realizou no Castro Daire a nível individual, que balanço faz da sua prestação, numa temporada em que, enquanto lateral-esquerdo, disputou 24 jogos e marcou três golos?
Época totalmente perfeita, ajudei a minha equipa no objetivo e isso chega para mim. O ano passado no Lusitano, posso dizer que foi como uma aprendizagem. Cresci muito e aprendi mais sobre este campeonato. E este ano notou-se, porque vinha mais preparado para os desafios e consegui atingir alguns objetivos pessoais.

Fez parte de uma equipa de excelência na Série B que, no Campeonato de Portugal, foi capaz da proeza de passar 21 jogos seguidos sem perder. Quais as razões que explicaram esta época tão bem conseguida, e em que medida estar numa equipa deste nível ajudou à sua evolução enquanto jogador?
Equipa praticamente nova. Do ano passado para este, nos primeiros três ou quatro jogos só o Marcel e o Rui (Cabra) jogavam a titulares e que já faziam parte da equipa no ano passado. Em 11 jogadores, nove eram novos jogadores no clube. E depois com as derrotas a equipa foi se desmotivado. A partir do momento em que ganhamos a Supertaça da AF Viseu parece que foi um clique. Ajudou sim, mas com dois meses de treinos e de jogos, começamos a conhecer os valores de cada um, começamos a aprender a jogar em equipa. E toda a gente sabia o que fazer para ajudar a equipa. Estávamos muito unidos. Fora de campo não sei se posso dizer isto, éramos uma equipa muito brincalhona, era um circo. Mas quando estávamos em campo toda a gente dava o seu melhor pela equipa. Muita entreajuda. Em relação a mim, jogando tantos jogos e tendo o apoio dos misters, um jogador tem todas as condições para evoluir. E estando tantos jogos sem perder, eu sentia-me muito confiante e parecia que tudo saía bem. Época onde cresci mais como jogador. O mister Vasco não é pai mas é padrinho (risos). Como no fim da época passada, no Lusitano, eu vinha a jogar pouco, cheguei ao Castro Daire com pouca confiança, mas ele fez-me ganhar essa confiança de novo e ajudou-me bastante. Um grande agradecimento para ele por me ter ajudado numa fase menos boa para mim.
Quando olhamos para o seu percurso, vemos que tudo começou na formação do O Crasto, clube onde disputou o campeonato nacional de iniciados em 2010/11 depois de ter sido campeão distrital na época anterior, ou foi vice-campeão distrital de juvenis. Qual a importância que O Crasto desempenhou na sua formação enquanto futebolista?
O Crasto é especial, foi a minha segunda casa durante sete anos. Foi onde cresci como pessoa e jogador. Foi onde fiz a maior parte dos meus amigos, tanto colegas de equipas como até adversários. Ao nível da formação, o O Crasto é dos melhores que há no distrito de Viseu.
No O Crasto, que significado tiveram para si os grandes momentos já referidos na pergunta anterior, e quais as pessoas, desde dirigentes, técnicos e colegas de equipa, que mais o marcaram durante este período?
Posso dizer se sou o “jogador” que sou hoje, 80% é devido ao Crasto e aos treinadores que tive. Vou referir três que me marcaram. O mister Bruno porque foi ele que me pôs a jogar a lateral esquerdo. Sempre me disse que a jogar a extremo ia ser um jogador banal, mas que a lateral poderia ser dos melhores. O mister Sapata porque continuou a acreditar em mim e nas minhas capacidades. Era o mister que nos levou a ser vice-campeões em juvenis. Em 30 jogos só perdemos um e foi o último. E por último, e se calhar o mais importante para mim, o mister Spike. Treinou-me durante cinco anos e jogou comigo um ano no Lamelas. Ele dava-me muito na cabeça e berrava mais comigo do que com outros. Eu na altura ficava sem perceber porquê, às vezes nem fazia nada e ele berrava comigo e eu ficava chateado. Agora percebo que era só para meu bem. Colegas meus até diziam que ele era meu pai (risos).
Ao sair da formação, a etapa seguinte foi o Lamelas, clube que representou durante três épocas. De que forma surgiu essa oportunidade, e como correu a adaptação à realidade do futebol sénior?
No meu último ano de juniores eu era treinador de sub-10 no Crasto e um dos pais era diretor do Lamelas, o Dr. Pedro. Ele estava sempre a dizer que eu iria para o Lamelas. Sempre tive uma boa relação com ele e lá acabei por assinar pelo clube.
Nas três épocas em que jogou no Lamelas, a equipa realizou três boas épocas no Distrital de Viseu, e foi sempre competitiva nas várias temporadas. Em que aspetos o Márcio mais evoluiu, nesta primeira fase de carreira enquanto sénior?
Fui super bem recebido por toda a gente, já conhecia alguns dos jogadores. A razão principal e que, se calhar, foi mais importante para eu evoluir tão depressa, foi que o mister Bento começou logo a apostar em mim e a dar liberdade para eu jogar à minha maneira. Custou um pouco ao início porque era o primeiro ano de sénior, mas quando comecei a ganhar o “andamento” as coisas foram se tornando mais fáceis. Depois veio o mister Pinto, que me treinou durante duas épocas e meia. Outro pai, como alguns diziam (risos). Este fez-me ver que eu poderia chegar a patamares maiores, e levou-me a trabalhar mais para poder chegar onde estou agora. A meio da minha última época do Lamelas, ele chegou ao pé de mim e disse-me que eu estava preparado para dar o salto para o Campeonato Nacional de Seniores. Mantive-me focado e, no fim, lá fui compensado com a chegada a esse campeonato.
Em 2018/19, chega ao Campeonato de Portugal, pela «porta» do Lusitano de Vildemoinhos. Como surge a possibilidade de abraçar um novo desafio?
Na altura perguntei a um colega meu, o Paulo André, se podia dizer ao mister do Lusitano se poderia ir lá treinar uns dias. O mister na altura aceitou. Ainda antes de começar a pré-época o mister Rogério ligou-me e disse para eu ir falar com o presidente, porque queria que fosse jogador do clube. No dia a seguir assinei pelo Lusitano.
Ao chegar ao Lusitano, quais as diferenças que mais notou entre a realidade competitiva do Campeonato de Portugal, e aquela onde o Márcio se encontrava antes, na Divisão de Honra da AF Viseu?
A principal diferença foi o nível de intensidade e de agressividade. Nos primeiros dias eu dizia que os meus colegas eram todos craques. Era mesmo um nível muito alto. Custou, mas com o tempo fui-me habituando.

Quais os aspetos do seu jogo e das suas características em que mais teve de evoluir enquanto jogador, para poder singrar no Campeonato de Portugal?
Eu diria que foi no processo defensivo. No início custou-me muito, principalmente o meu jogo de apoios. Na distrital muito poucos jogadores e treinadores ligam a esse aspeto. O mister Rogério é o mister Gustavo focavam-se muito no meu processo defensivo. Fiquei muito mais agressivo, muito mais forte fisicamente e comecei a abordar os lances de forma mais ponderada.
Quando falamos dessa temporada, falamos na bonita campanha protagonizada pelo Lus. Vildemoinhos na Taça de Portugal, onde chegou à quarta eliminatória da competição. Em primeiro lugar, como é que o Márcio viveu o jogo disputado frente ao Nacional, e aquele desfecho que culminou com a vitória da sua equipa diante de uma equipa da Liga NOS?
Antes desse jogo, em outubro, só tinha dois jogos a titular, um dos quais no fim de semana antes do jogo com o Nacional. Sentia-me muito nervoso. Era a primeira vez que jogava um jogo daquela importância. Mas essa tal importância também fez com que eu tivesse mais atento durante o desafio. Fiz uma boa exibição, pelo menos foi o que os adeptos disseram (risos). Acho que esse jogo me deu mais confiança e mais confiança ao mister Rogério em relação a mim. Muita gente olhava para mim de lado porque eu vinha da distrital. Mas com esse jogo tudo mudou. Senti mais confiança no meu jogo e o mister também me transmitia confiança. Aquele golo quase no fim do jogo e ainda por cima marcado por um grande amigo meu foi especial. Sensação incrível. Não era para menos. Tínhamos acabado de eliminar uma equipa da primeira divisão.
Enquanto jogador, que memórias e recordações guarda do jogo frente ao Sporting? Como é que um atleta habituado a competir nos distritais de Viseu e no Campeonato de Portugal, se vê cara a cara com jogadores de uma das melhores equipas do futebol nacional, habituada a competir nos grandes palcos internacionais?
Jogo mais especial que já joguei. Jogar contra jogadores como Bruno Fernandes e Nani é incrível. Nesse jogo não precisávamos de motivação. Momento mais especial nesse jogo foi quando o Braz marcou o golo do empate. Apesar de uma derrota por 4-1, mostrámos que sabíamos jogar e demos o máximo de nós até ao fim.
Quando se defrontam atletas como Bruno Fernandes, Nani ou Bas Dost, entre outros, em que aspetos e competências mais podemos evoluir enquanto jogadores, e em que medida jogos dessa exigência nos ajudam a evoluir?Neste jogo, se calhar, o aspeto que vem ao de cima é a concentração. Estar preparado, porque deste tipo de jogadores pode sair alguma coisa de especial. Também tivemos de aumentar o nível de agressividade para conseguir dar luta a estes grandes jogadores. Jogando contra os melhores é quando se evolui mais.
Ao fim de duas temporadas no Campeonato de Portugal, e quando compara o jogador que é com o atleta que era nos distritais, em que aspetos julga que está melhor e mais competente, e em que valências julga ser capaz de crescer ainda mais?
Como disse antes, estou muito melhor no processo defensivo. Muito mais forte fisicamente o que me permite ganhar mais duelos. Mesmo sendo baixo, ganho muitos duelos aéreos. Também acho que desenvolvi um pouco mais a minha leitura de jogo, o que faz com que defina melhor as jogadas.
Está a dois meses de completar 24 anos, numa fase em que se afirmou como um dos excelentes jogadores da competição. Face a isso, até que ponto lhe passa pela ideia a possibilidade de tentar dar o salto para um patamar de competitividade mais alto, como o das competições profissionais?
Sempre tive o sonho de me tornar profissional. Como tive uma época muito boa tanto a nível coletivo como individual, poderá tornar-se mais fácil dar o salto para as competições profissionais. É uma coisa que não escondo. Gostava de me tornar profissional. Mas vamos ver o que o futuro me reserva.
Dada a margem de progressão que tem pela frente, quais os objetivos e desafios que tem definidos para o seu percurso enquanto futebolista?
Como estou quase a fazer 24 anos este ano, poderá ser um ano chave para me poder tornar profissional. Quanto maior for o nível, mais tu irás evoluir, e é isso que eu quero. Quero chegar a um nível superior. Enquanto futebolista quero poder tornar-me o melhor que puder. Só quero dar o melhor de mim.
Entrevistador: Gonçalo Novais
Entrevistado: Márcito
Fotos gentilmente cedidas pelo jogador
Data de publicação: 2020-05-25
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