JUVENTUDE PACENSE PREPARA FUTURO E JÁ TEM PLANTEL DEFINIDO
A Juventude Pacense é uma das associações mais ecléticas do desporto pacense e do Vale do Sousa em particular, destacando-se nas diferentes modalidades a nível nacional.
O hóquei em patins é uma das modalidades praticadas no clube, com secção própria e com uma grande envolvência na comunidade. A equipa sénior disputa a 2ª divisão nacional da modalidade. Tem também uma formação sólida, com todos os patamares formativos, conseguindo bons resultados.
Esta é uma entrevista concedida ao Complexo Desportivo, feita aos seus dirigentes que pretenderam responder de forma unânime, em que se procurou perceber um pouco mais como o hóquei está a responder a esta crise desportiva, assim como está a Juventude Pacense – Hóquei Patins a reagir e a preparar o futuro.
COMPLEXO | De que forma a Juventude Pacense - Hóquei em Patins está a atravessar esta paragem? Quais são as maiores preocupações relativamente ao impacto desportivo e financeiro?
JUVENTUDE PACENSE | Com natural preocupação. No panorama desportivo foi imposta uma paragem da atividade devido à pandemia de Covid-19, o que leva automaticamente a uma perda de ritmo competitivo, ou seja, haverá uma preocupação acrescida na reintegração ao treino, na prevenção de lesões que possam ser potenciadas por paragens prolongadas (apesar de termos fornecido a todos os atletas planos individuais de treino, elaborados de forma a cumprir o confinamento entretanto imposto).
Na vertente financeira continuamos a acreditar que com mais ou menos dificuldade, iremos poder contar com apoios das empresas, de modo a podermos subsistir e continuar a nossa atividade.
Quais são os maiores riscos e desafios para a estrutura no futuro do hóquei em Paços de Ferreira?
Para já não existem riscos, desafios esses sim existem, em virtude de estarmos a passar uma fase de paragem que nos foi imposta por toda esta Pandemia, o grande desafio era manter os Atletas concentrados e com a expectativa de que tudo iria passar e brevemente poderíamos a voltar ao normal.
Depois de ser decretada a paragem das competições, o Município de Paços de Ferreira tomou alguma medida ou iniciativa para vos apoiar? Quais?
O Município deu um passo importante no encerramento do Pavilhão Municipal, lembro que foi dos primeiros Pavilhões a encerrar. Temos estado em contacto com o Município e a abertura para futuras ajudas poderá ser uma realidade e estão atentos às nossas dificuldades.
Quais as medidas que deverão ser tomadas pelos organismos públicos locais de forma a apoiar os clubes no futuro?
Não nos compete a nós enumerar as medidas a tomar pelos organismos públicos, sabemos que estão atentos e preocupados, como já havíamos mencionado.
Relativamente à temporada anterior, qual a avaliação que faz da época da equipa seniores e dos escalões de formação?
Nos Seniores podemos considerar que foi uma época atípica onde algumas coisas não correram como esperado, nos escalões de formação, estávamos dentro do previsto com 4 Escalões a disputar o Campeonato Nacional.
Eramos dos poucos Clubes com 5 Escalões a disputar o Campeonato Nacional
Seniores, Sub 23, Sub 19, Sub 15 e Sub 13.
Quais os principais motivos da não renovação com o técnico Pedro Martins e Pedro Barbosa?
Relativamente aos Técnicos só relembrar que a época começou com o Técnico Marcos Costa e Adjuntos Pedro Martins e Pedro Barbosa.
Em Dezembro do ano passado, depois de uma série de resultados menos conseguidos o Técnico Principal colocou o lugar à disposição por achar que já não tinha condições para continuar, nessa altura não identificamos no mercado um treinador com o perfil que pretendíamos; foi proposto aos adjuntos Pedro Martins e Pedro Barbosa para assumirem o cargo, tendo eles aceitado, com a condição de que logo que fosse possível, se entretanto conseguíssemos arranjar solução eles saiam, nesta altura foram extremamente importantes no equilíbrio emocional da equipa e com uma postura exemplar.
Nesse sentido fomos encetando contactos com o Treinador Paulo Morais, chegando a acordo com ele no Mês de Fevereiro, para acabar a presente época e preparar uma equipa para a época 2020/2021.
Por motivos pessoais o Técnico Paulo Morais só poderia assumir o cargo a 18 de março, com este desenrolar de situações questionamos os Técnicos Pedro Martins e Pedro Barbosa, se poderiam continuar com a equipa até à data prevista, situação essa que ficou logo acordada pelos dois, com muito profissionalismo e dedicação ao Clube.
Relembro que os dois Técnicos deixariam o cargo na equipe Sénior, mas continuariam com os Escalões de Formação que até ai já treinavam.
Da decisão da Federação Portuguesa de Patinagem, relativamente ao término das competições e mais tarde sobre os modelos definidos da época 2020/2021, qual a posição da Juventude Pacense referente a estas deliberações?
Sobre o dar por terminados os Campeonatos, foi a atitude mais sensata, pois como se vê até à data ainda não existe uma definição sobre o poder retomar treinos e jogos, e estamos convencidos que antes do final de junho não haverá essa decisão.
Sobre o modelo competitivo, foi a forma que a Federação teve para conseguir em pista promover subidas e não descidas administrativas.
A nosso ver muito bem, porque dá hipótese aos Clubes que fizeram investimento para subir e que estavam nos lugares de subida de ir disputar em campo a tão almejada subida de Divisão. Da mesma forma que também os Clubes que estavam para descer ainda em campo se manterem na divisão que competiam.
De salientar aqui a postura da Federação Portuguesa de Patinagem, que durante estes dois últimos meses, desencadeou conversações com todas as Divisões e todos os Clubes, bem como da Associação de Patinagem do Porto.
A Juventude Pacense contratou Paulo Morais para assumir o comando técnico. Quais os critérios que levaram à sua escolha?
O técnico Paulo Morais, foi sempre referenciado por nós como uma possível escolha, para comandar os destinos da Juventude Pacense – Hóquei Patins, acima de tudo é uma pessoa que gosta e ama o hóquei patins, tem ambição e é uma pessoa de princípios, com provas dadas.
Têm sido anunciadas muitas saídas de atletas do plantel principal. Quais são os principais motivos da não renovação?
São cinco as saídas: duas delas por opção técnica; a um dos atletas foi proposto continuar no plantel de sub23 (opção declinada pelo atleta). As outras duas saídas relacionam-se com dois atletas a quem foi proposto continuar, mas que resolveram seguir outros caminhos.
Também têm sido anunciadas novas contratações. Quais são as maiores dificuldades sentidas na construção do plantel?
Não sentimos grande dificuldade na construção do plantel. O Juventude Pacense é um clube que vem crescendo competitivamente, tornando-se assim apetecível jogar aqui. Sabemos qual a nossa realidade e expomo-la de forma transparente aos atletas sem rodeios e as coisas fluem naturalmente.
Poderão chegar mais reforços à equipa principal? Quais as posições que o plantel necessita reforçar?
A construção da equipa fica a cargo do treinador. Achamos que não faz sentido ser de outra maneira. Deste modo anunciamos o nosso plantel.
Aproveitamos para informar a constituição do plantel:
Permanências de Marcelo Ribeiro, Filipe Ribeiro, Vitor Hugo, Tiago Pimenta, Serôdio e João Paulo.
Entradas de Alexandre Costa (GR ex-FC Porto B), Carlos Silva (GR ex-Sporting Tomar), João Campos (ex-CH Carvalhos), Zé Braga (ex-AD Limianos).
Com os novos reforços a Juventude Pacense poderá assumir-se como candidata aos primeiros lugares? Porquê?
Tem sido nosso apanágio apresentar plantéis de qualidade. Este ano não será excepção. Somos candidatos a fazer o melhor possível, certamente lutando por lugares cimeiros da classificação.
As equipas de formação na sua globalidade tem realizado uma época com bons resultados. Quais são os grandes objetivos para a formação no futuro?
O objetivo é crescer, fomentando o gosto pela modalidade. Competimos todos os anos nos campeonatos nacionais o que nos leva a pensar que a curto/médio prazo podemos pensar em ir um pouco mais longe. Mas, para isso é necessário fazer ver a atletas e país que este clube tem esse tal potencial de crescimento em que tanto acreditamos. Outra coisa que nos motiva é "produzir" atletas de qualidade para um dia integrarem a equipa sénior. De referir que a Equipa Sénior é composta por apenas 10 Atletas, com a participação de Atletas Sub 23.
O que falta para que o Hóquei em Patins em Paços de Ferreira possa assumir patamares de maior referência a nível nacional?
Precisamos que as pessoas acreditem. Desde atletas, adeptos, sócios e até mesmo as entidades municipais. São precisos apoios de ordem financeira e até mesmo logística. Nós acreditamos que é possível. Sentimos que os nossos adversários também vêm em nós um potencial primodivisionário.
É difícil "gerir" o Hóquei em Patins do Juventude Pacense?
Sim. As dificuldades são muitas, ocupa muito tempo a cada um de nós e não é fácil arranjar gente para trabalhar.
A Direção afeta à modalidade é constituída por José Luís Pinto, Filipe Brandão e Hélder Bentes Santos, sempre com o auxílio próximo do Presidente Pinto de Almeida e do Vice-presidente geral José Nuno Costa. Como vê, muito trabalho para muito pouca mão de obra. Mas temos chegado para as encomendas.
O futuro da Juventude Pacense nos próximos 10 anos passa por…?
Isso não lhes sei dizer. Sei que se houver um trabalho de continuidade poderemos ir bem longe. Tudo dependerá do paradigma que estiver em vigor no clube a dada altura. Enquanto cá estivermos e os sócios confiarem em nós, tudo faremos para engrandecer o JP.
Entrevistador: Luís Leal
Entrevistados: Dirigentes Juventude Pacense - Hóquei Patins
Data de publicação: 2020-05-29
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