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João Mário " Quero ajudar o Régua a lutar pelo topo da classificação"

João Mário faz parte de uma lista de excelentes defesas-centrais que Santa Marta de Penaguião deu ao futebol do distrito de Vila Real, e está de regresso ao Sport Clube da Régua, «histórico» duriense que está a preparar uma equipa competitiva para lutar pela Divisão de Honra da AF Vila Real.
À partida para a época de 2020/21, João Mário diz-se pronto para dar o seu melhor para que o Régua lute pelo topo da classificação, e para eventualmente regressar aos campeonatos nacionais, onde já jogou pelo Lamego e pelo Vila Real, numa grande entrevista em que poderá ficar a conhecer melhor o percurso de um dos melhores defensores da Divisão de Honra da AF Vila Real.
 
COMPLEXO | Passados quase 20 anos, e agora já um jogador experiente, estás de regresso a um dos clubes que te formou, o Régua. Quais as razões que te levaram a estares de volta a esta coletividade?
JOÃO MÁRIO | Posso afirmar que à terceira é de vez, uma vez que na época transata, aquando da minha saída do Santa Marta surgiu o convite, o qual não aceitei por várias razões. Já anteriormente, quando representava o Resende, surgiu a oportunidade a meio da época, que me foi negada pela direção do clube ao não me ceder a desvinculação. Agora sim aceitei o convite sem hesitar, principalmente por se tratar do clube onde comecei a escrever a minha história no futebol e por ser um desejo meu e do meu pai, que também representou o clube. Vai ser interessante verificar que, dessa época inicial para mim, vai haver um reencontro de três amigos dessa fantástica equipa, únicos que eu tenha conhecimento que continuam no ativo, que são eu, o Coutinho e o Marquinhos.
 
O clube tem estado muito ativo na construção do plantel para a próxima temporada, com vários reforços de excelente qualidade. Que equipa é esta que o Régua está a tentar criar, e com que ambições parte para 2020/21?
Sim é verdade que o clube está a reforçar-se bem para criar uma equipa de qualidade e com experiência para encarar cada jogo de forma positiva e lutar pela vitória com qualquer adversário e em qualquer competição que dispute. Mas pela experiência que tenho, posso afirmar que ter bom plantel não chega, e será necessária a união dentro do balneário para criar uma grande equipa e, juntamente com a ajuda dos sócios e simpatizantes do clube, ultrapassar cada obstáculo com distinção.
 
Quando olhamos para um campeonato em que subiu o Mondinense e não desceu, por força da decisão de cancelamento da edição presente do Campeonato de Portugal, nenhuma equipa dos nacionais, até que ponto o Régua não se pretende perfilar como um dos candidatos ao primeiro lugar da Divisão de Honra da AF Vila Real?
Como referi na questão anterior o objetivo passa por lutar em todos os jogos pelos três pontos, e como é natural, não descendo nenhuma equipa dos nacionais e com a subida inglória do Mondinense, a nossa distrital fica mais desfalcada pelo que será mais fácil estar no topo da classificação nesta nova época.
 
Estás a jogar num clube histórico da nossa região que, contudo, já não vai às competições nacionais desde 2003/04, época em que esteve pela última vez na 3ª Divisão Nacional. Até que ponto existe no clube a ambição de voltar a ser representado nas provas nacionais?
Coincidência, pois eu iniciei a minha formação no clube precisamente na época do último título conquistado, lembranças que recordo com alguma nostalgia dos jogos que acompanhava da equipa sénior e lembro-me de assistir atrás de uma das balizas ao jogo da consagração. Com anos conturbados ao nível financeiro, o clube pretende reerguer-se e claramente almeja atingir esse patamar que a cidade e os adeptos bem merecem.
 
Enquanto jogador conhecedor da realidade do futebol distrital, que Divisão de Honra podemos nós esperar ver na próxima época, e quais as equipas que prometem destacar-se mais no decurso da temporada?
Penso que vai ser uma época interessante. Pelo conhecimento que tenho o Vidago vai voltar a apostar forte na subida e vai certamente lutar pelo primeiro lugar até ao fim, esperando eu que o Régua esteja nessa disputa. Depois equipas como Santa Marta, Vilar de Perdizes, Cerva, Vila Pouca e Atei, são sempre formações a ter em conta nos lugares cimeiros da tabela classificativa, podendo também qualquer uma lutar pelo título, dependendo do investimento de cada uma. Aproveito aqui para felicitar os dois clubes que já confirmaram o ingresso nesta competição que são o Sabrosa e o Lordelo, fazendo votos para que nenhuma desista para que a Divisão de Honra se mantenha cada vez mais competitiva.
 
Um dos receios desta crise sanitária prende-se com as maiores dificuldades que a mesma pode trazer à sustentabilidade dos clubes, nomeadamente nas provas distritais, com a previsível diminuição de apoios financeiros dados às coletividades. Que problemas julgas que esta crise poderá trazer ao futebol distrital, e à vossa atividade e percurso como futebolistas?
Logicamente que vai trazer problemas financeiros aos clubes, mas para isso as pessoas que os lideram terão de ser proactivas para darem a volta à situação e não baixar os braços de forma a não haver desistências. Em relação à atividade em si, espero sinceramente que o campeonato comece de forma natural em setembro, pois receio que devido às questões sanitárias isso seja adiado afetando claramente o rendimento e respetiva carreira de qualquer atleta devido a esta paragem tão extensa.
 
Uma decisão tomada durante o período de confinamento foi a reformulação dos quadros competitivos do futebol nacional, que vem criar a terceira liga em 2021/22, e coloca o Campeonato de Portugal como o quarto escalão. Até que ponto estas alterações não poderão reforçar as ambições de o Régua poder chegar aos nacionais, e de tu eventualmente poderes jogar nesse patamar?
É claramente uma luz que se acende para qualquer clube que tenha o objetivo de se manter nos nacionais, uma vez que havia muitos clubes que abdicavam de subir ao Campeonato de Portugal pois tinham a noção que era um ano perdido em todos os aspetos, pois sabiam que a probabilidade de se manterem era ínfima. Certamente que ambiciono contribuir para que o Régua ascenda a esse patamar e depois, se eu me sentir capaz e o clube me propuser, regressar também eu aos campeonatos nacionais.
 
Falando agora do teu percurso, conforme já foi referido, passaste pelo Régua na tua formação. Que momentos mais importantes viveste e recordas dessa altura, e quais as pessoas que mais te marcaram?
Foi apenas um ano mas marcou-me muito porque foi o meu primeiro de competição. A amizade dos colegas, do primeiro balneário são coisas que ficaram para a vida. Ao recordar esses tempos não esqueço o mister Miguel Saraiva e o mister Fernando Ferreira com quem aprendi muito.
 
Em 2003/04, trocas o teu clube pelo Abambres, uma das melhores escolas de formação do distrito e do interior norte do país. Como surgiu essa oportunidade, e o que te levou a aceitar esse desafio?
A oportunidade surgiu através de um colega de trabalho do meu pai na altura, e hoje uma das pessoas mais importantes desse maravilhoso clube, o Sr. Hélder Carvalho, que facilitou a minha entrada no clube. Sinceramente no início não acreditei que tivesse qualidade para ingressar no clube, ainda para mais para competir no nacional de iniciados. Pelos vistos estava enganado pois a par do Jonas (atualmente no Vilar de Perdizes) fui totalista nessa caminhada que culminou com a manutenção nos nacionais. Claramente uma decisão que marcou a minha caminhada no futebol e que, sem dúvida, foi acertada e me permitiu evoluir como jogador mas mais ainda como pessoa.
 
No Abambres, além de conviveres com excelentes atletas do distrito da tua geração, pudeste disputar os campeonatos nacionais da formação. Em que aspetos técnicos, táticos, físicos e psicológicos mais evoluíste durante os cinco anos de formação que tiveste no Abambres, e que jogador eras tu, quando completaste essa formação no final do segundo ano de júnior?
Orgulho-me de ter representado o clube em todos os escalões de formação nos campeonatos nacionais e ter sido campeão duas vezes no escalão de juniores e, logicamente, tudo isto me fez crescer em todos os pontos que referiste.As condições de treino estavam longe de ser das melhores, mas, em contrapartida, tinham do melhor que havia em termos humanos. Refiro-me aos treinadores, roupeiros e toda a estrutura diretiva que era uma família. Desta forma só não evoluía quem não queria, por isso digo de coração que muito do que sou devo ao Abambres. Aprendi de tudo e com todos mas os que mais me marcaram foram sem dúvida o mister Rui Carvalho, o Prof. Armando, o Prof. José Gomes e o Prof. Pires. No final da formação sentia-me mais maduro pois tinha acabado de ser campeão e ainda para mais como capitão, e de vez em quando integrava o plantel sénior. Com os pés assentes na terra determinei um objetivo a curto prazo que passava por jogar na 3ª Divisão Nacional.
 
Enquanto defesa-central, ocupas uma posição de grande risco e responsabilidade, na qual por vezes os jovens jogadores têm dificuldade em ser aposta quando transitam para os seniores. Mas a verdade é que o Abambres continuou contigo, no teu primeiro ano de sénior. Em que medida essa aposta do clube na tua continuidade foi importante não apenas na tua motivação, como também na estabilidade desportiva de que usufruíste para continuares a evoluir?
Essa aposta permitiu-me subir um degrau que é bastante grande de forma segura e responsável. Tive o privilégio de entrar num grupo jovem com uma “pitada” de experiência, o que foi muito enriquecedor a todos os níveis.
 
Uma das coisas que reparei é que o treinador do Abambres, do teu primeiro ano de sénior, era José Gomes, que já te tinha treinado no nacional de juniores. Que importância específica tem este treinador no teu percurso, tendo em conta que foi o primeiro a apostar em ti enquanto sénior?
Tem uma grande importância porque deu-me tudo e depois tirou, ou seja, fiz dois terços da época como titular até que chegou a minha vez de me sentar no banco. Isto porque o Prof. José Gomes definiu logo no início da época que os três centrais que tinha iam todos jogar o mesmo tempo. Claro que não gostei até porque estavam-me a correr bem as coisas e ainda mais quando assisti do banco à final da taça com o Montalegre. Passados uns anos, e hoje ainda mais, percebo a decisão dele e acho que foi o melhor para mim, pois permitiu-me continuar com os pés bem assentes no chão.
 
Nas épocas de 2009/10 e 2010/11, fizeste parte dos competitivos plantéis da ADC Santa Marta Penaguião, num período que culminou na conquista de um excelente lugar na segunda destas épocas, e na oportunidade de saíres para jogar na 3ª Divisão Nacional. Como descreves esta evolução que transformou um central a dar os primeiros passos como sénior, num atleta a ter interessados provenientes dos campeonatos nacionais?
Nessas duas épocas fiquei mais maduro pois entrei num grupo que tinha jogadores do melhor a nível distrital e com muita experiência. A primeira época posso designá-la como adaptação, pois pouco joguei, e a segunda de explosão, na qual fiz grande parte da época a titular, o que permitiu continuar a crescer e no final despertasse o interesse referido.
 
Em 2011/12, fazes a tua estreia na 3ª Divisão Nacional, ao serviço do Lamego. Como correu para ti a adaptação a uma realidade competitiva mais exigente do que aquela que tinhas na Honra, e quais os aspetos que tu, enquanto futebolista, mais tiveste de desenvolver para te adaptares às mesmas?
Inicialmente foi uma adaptação difícil ao clube pois não conhecia ninguém. Em relação à competição era notória a exigência física e intensidade a que se jogava. Nessa altura tinha o “sangue na guelra”, como se costuma dizer, o que me permitiu jogar com regularidade e me sentir bem a jogar naquele nível. Ficou a mágoa de não termos atingido o objetivo da manutenção, mas, em contrapartida, chegámos à terceira eliminatória da Taça de Portugal.
 
No Lamego, treinaste com dois homens com boa reputação no futebol regional, Jorge Febras e Vítor Maçãs. Como foi trabalhar com cada um deles, e o que mais aprendeste com cada um?
Eu diria reputação nacional, o mister Febras pelo percurso enquanto jogador profissional e o Prof. Maçãs quer como treinador mas também como professor universitário. Foi enriquecedor trabalhar com os dois. Realço a determinação do mister Febras e o profissionalismo do Prof. Maçãs. Saliento também o Prof. Gil Couto, que eu admirava como jogador e que integrou a equipa técnica do Prof. Maçãs como adjunto, e que destaco pela liderança e ensinamentos que passava aos jogadores com simplicidade.
 
Em 2012/13, fazes uma boa época num Vila Real que também não consegue a manutenção. O que ficou dessa passagem por este clube centenário?
Mais uma experiência num grande clube que eu aproveito aqui para parabenizar pelos seus 100 anos de história. A minha época fica marcada por maioritariamente ser utilizado a lateral-direito, posição que adoro mas que não estava preparado para a desempenhar àquele nível. Nessa época provavelmente não teríamos descido se não fosse a reformulação dos campeonatos nacionais de futebol, que fez com que descessem muitas equipas aos distritais. A nível pessoal fico satisfeito pelo que fiz e guardo este ano no coração pois foi no final desta época que nasceu o meu primeiro filho.
 
Nestas duas épocas em que jogaste na 3ª Divisão, viste as tuas equipas a descer de divisão. Para alguém que viveu por dentro estas duas épocas, o que não permitiu que, em ambos os casos, o desfecho fosse a manutenção? O que têm de fazer as equipas do interior norte do país, para ultrapassar este problema, que já dura há vários anos, da dificuldade de atingir a manutenção nos campeonatos nacionais, em particular na Série B?
Relativamente ao Lamego a falta de experiência da maioria do plantel naquele nível acho que foi o que se revelou fulcral para a descida. Já no caso do Vila Real, a juntar aos problemas financeiros, a reformulação dos quadros competitivos também não ajudou. O problema das equipas do interior, para além das questões económicas, prende-se pela restrição na escolha de atletas comparando com as equipas, nomeadamente, junto ao Porto, que têm muito por onde escolher. Não é uma situação fácil de ultrapassar pois para se construir uma equipa com grau de qualidade e experiência igual às equipas da zona do Porto é preciso muito dinheiro para atrair os atletas de fora. Ainda não estou a par de toda a logística do novo formato do Campeonato de Portugal no seguimento da criação da 3ª Liga mas penso que vai ajudar a equilibrar e a disfarçar as diferenças entre o interior e o litoral no que ao futebol diz respeito.
 
Nos quatro anos em que jogas no Resende, fazes parte de uma história de evolução, em que o Resende passa de uma equipa de meio da tabela na Divisão de Honra, para um clube a lutar pela subida e pelo título distrital. Como descreves esse período em que jogaste no Resende, e que análise fazes do trabalho efetuado no clube, que permitiu o crescimento que referi?
Sinceramente, foram os meus melhores anos enquanto jogador de futebol e agradeço muito ao mister Marco Maleiro a oportunidade que me deu de entrar neste magnífico clube. O clube fez esforços para ter uma equipa que crescesse e passasse a ter uma palavra a dizer na discussão dos primeiros lugares e assim se concretizou. Saliento o antigo presidente Alexandre Bastos como o obreiro deste “novo” Resende, quer pela pessoa que é e também pelo empenho e dedicação que tinha pelo clube.
 
Em 2017/18, regressas ao clube da tua terra, agora um novo projeto, o FC Santa Marta, que tinha surgido dois anos antes. O que te levou a sair de um clube em alta nos distritais de Viseu, para abraçares um emblema a dar os primeiros passos no futebol distrital, e à procura de construir e consolidar a sua identidade?
Foram quatro anos de viagens para Resende que começaram a deixar mossa, e como surgiu o convite do Santa Marta e com o projeto que apresentaram, não tinha como dizer que não.
 
Que avaliação fazes das duas épocas e meia de Santa Marta, quer individual quer coletivamente?
A palavra que define a minha última passagem pelo Santa Marta é desilusão. Pois na primeira época o objetivo era lutar pelo título e estivemos muito aquém das expectativas. Já na segunda a ideia era igual e voltámos a não conseguir lutar por esse objetivo. Pode não ser consensual o que digo, mas é a minha opinião sincera.
 
A meio desta época, ainda fazes uma curta aparição pelo Fontelas. O que te levou a essa transferência?
Nesta terceira época com a camisola do Santa Marta senti que não havia objetivos vincados, o que me fez perder o prazer de jogar o que, aliado às desilusões das épocas transatas, me levou a decidir colocar um ponto final na minha ligação ao clube. Agradeço ao mister Marco Martins pelo convite para representar o Fontelas pois reconheci nele competências e muito empenho na sua passagem como adjunto em Santa Marta, o que me fez aceitar o desafio de jogar no clube. Como para mim o dinheiro não é tudo, paguei ao Santa Marta para que pudesse jogar no Fontelas. Ao Fontelas e às pessoas que o representam só tenho a agradecer por me terem recebido bem e tratado ainda melhor.
 
Com praticamente 31 anos feitos, és um dos bons defesas-centrais da Divisão de Honra da AF Vila Real, e ainda tens alguns anos de futebol pela frente. O que ambicionas conquistar, e que objetivos tens definidos para o teu percurso?
Neste momento persigo o que me fugiu em Resende que é ser campeão distrital pois nunca tive o privilégio de o ser. Não querendo “pedir” muito gostava de ganhar a taça da AFVR que vi escapar no meu primeiro ano de sénior ao serviço do Abambres. Depois de pendurar as botas, gostaria de continuar ligado ao futebol e se de alguma forma se proporcionar essa oportunidade, ajudar o Abambres de forma a retribuir de certa forma o que fez por mim. Para terminar agradeço o convite para esta entrevista ao Complexo.pt na pessoa do Gonçalo Novais e queria deixar uma palavra de enorme reconhecimento e gratidão à minha companheira de vida, pois sem o seu sacrifício não seria possível eu continuar a jogar futebol devido às responsabilidades com os dois filhos maravilhosos que me deu.
 
Entrevistador: Gonçalo Novais
Entrevistado: João Mário
Foto: SC Régua
 

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Data de publicação: 2020-05-31

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