Parabéns Andre por tudo que tens feito até à data. Realço a tua humildade e vontade de prender sempre. Que consigas os teus objetivos nunca esquecendo os valores que te caraterizam Humildade, Educação e Respeito. Muito Sucesso. Aquele Abraço. 👍
"O objetivo é a manutenção, que seria histórico no ano de estreia"
Tem 25 anos de idade, é titular da baliza do Águia de Vimioso e um dos valores emergentes do futebol transmontano.
André Reis chega ao Campeonato de Portugal para uma época que se adivinhava muito exigente para o clube do distrito de Bragança, mas a verdade é que a valia deste guarda-redes formado no Bragança já foi mesmo destacada na famosa página "Campeonato de Portugal- Campeonato das Oportunidades", por ocasião da excelente exibição realizada frente ao Pedras Salgadas, a contar para a jornada 2 da Série A do Campeonato de Portugal.
Foram estes bons indicadores que levaram o COMPLEXO.PT a entrevistar este jovem guardião, para conhecer melhor o seu percurso e saber como se está a viver a época no Águia de Vimioso.

Entrevistador | Gonçalo Novais
Entrevistado | André Reis
COMPLEXO | Começo esta entrevista consigo a enaltecer o facto de, em poucas jornadas, já ter sido destacado pela página "Campeonato de Portugal - Campeonato das Oportunidades" como o guarda-redes da jornada 2 da Série A. Até que ponto isto reflete um bom arranque individual desta época para si?
ANDRÉ REIS | É sempre bom quando o nosso trabalho é reconhecido, e serve essencialmente como uma motivação pessoal extra para um campeonato que se avizinha complicado. Aproveito desde já para deixar uma palavra de apreço à página "Campeonato de Portugal- Campeonato das Oportunidades" pelo excelente trabalho que tem feito na divulgação e expansão, em termos de visibilidade, do maior campeonato do país.
De que forma avalia, numa perspetiva mais coletiva, o arranque do Águia de Vimioso no campeonato?
Até ao momento tem sido um início de campeonato um pouco agridoce, e digo isto pelo facto de a equipa, em todos os jogos, tudo ter feito para conquistar os três pontos, mas por pequenos pormenores e também alguma falta de experiência, que este campeonato exige, a vitória tem fugido nos momentos finais.
Em relação à época passada, foram quase duas dezenas de reforços aqueles que integraram a equipa para a nova temporada, agora num escalão acima. De que forma tem decorrido o processo de desenvolvimento do modelo de jogo desta equipa, tendo em conta o trabalho que teve de se fazer com uma equipa bastante nova?
É verdade, chegaram muitos jogadores novos, estrangeiros, provenientes de outro continente, que tiveram que passar pelo processo habitual de adaptação, que nem sempre é fácil, quer a nível futebolístico onde o nosso futebol é conhecido por ser mais tático, quer por razões extra-futebol. Por exemplo, no Brasil, estão habituados a treinar com temperaturas elevadas e quando chegam a Trás-os-Montes deparam-se com um inverno muito rigoroso. Mas aos poucos, com o bom trabalho que tem sido desempenhado, a equipa começa a assimilar as ideias que o mister pretende e, com certeza, os resultados vão começar a aparecer.
Para um jogador como o André, que acompanha a equipa desde os distritais, quais as diferenças competitivas que nota desde a Divisão de Honra da AF Bragança para o Campeonato de Portugal e, para um guarda-redes, em que medida essas exigências competitivas se refletem no tipo de competências que tem de demonstrar?
Existem claramente grandes diferenças entre os campeonatos. No Campeonato de Portugal, as equipas impõem um ritmo de jogo muito mais elevado, com mais qualidade de jogo tanto a nível técnico como tático, o que faz exigir que os níveis de concentração cresçam porque sabemos que ao mínimo erro, à mínima distração, podemos deitar tudo a perder e no caso do guarda-redes, que é uma posição muitas vezes ingrata, requer que estejamos os 90 e tal minutos concentrados a 200%, ate porque somos o último homem a defender um objetivo coletivo que passa por manter a baliza a "zero", como se costuma dizer.
Com que identidade e filosofia de jogo partiu o Águia de Vimioso para esta época, tendo em conta a qualidade existente na Série A?
A identidade do Vimioso é a mesma das últimas épocas, uma equipa aguerrida, que entra em qualquer campo e em qualquer jogo para conquistar a vitória, uma equipa que nunca vira a cara à luta, embora ciente do grau de dificuldade que vai encontrar esta época, com equipas muito experientes. Mas temos plena confiança naquilo que são as nossas qualidades enquanto equipa.

Uma das características que sobressai deste vosso início de época e o facto de sofrerdes poucos golos em cada jogo. O que explica esta razoável eficácia na hora de defender, e o que pode ainda ser melhorado para potenciar esta vossa capacidade?
Como equipa é importante sermos sólidos e coesos na hora de defender. Uma equipa que não sofra golos fica mais perto do objetivo que são os três pontos o que, aliado a uma boa comunicação e a altos níveis de concentração, leva a que o sucesso se torne iminente.
Na equipa técnica mantém-se Eurico Martins, que tem orientado a vossa equipa nas últimas três épocas, e com o qual o André tem tido várias oportunidades para jogar regularmente. De que forma descreve o seu trabalho com o mister Eurico, e quais os principais ensinamentos e princípios de trabalho que ele passa para o grupo?
O mister Eurico é uma pessoa com uma personalidade muito forte, que procura acima de tudo criar uma mentalidade vencedora no grupo. É um treinador bastante exigente e que procura tirar o melhor de cada jogador, a quem estou grato pelas oportunidades que me tem dado para poder mostrar o meu valor.
Face ao leque de equipas presentes na Série A, que objetivos podemos esperar que o Águia de Vimioso tente atingir na presente época?
O objetivo é claro dentro do grupo, passa pela manutenção, o que seria histórico para o clube no ano de estreia no Campeonato de Portugal. Olhando para a série, sabemos que vai ser uma luta bastante competitiva, isto porque num conjunto de 12 equipas descem quatro diretamente aos distritais, o que nos dá muito pouca margem de erro. Nesse sentido, tentamos então encarar cada jogo como se fosse uma final, porque no fim cada ponto pode fazer a diferença num campeonato tao curto.
Ao olhar para o global da Série A, quais as equipas que pensa serem as mais fortes candidatas a andar nos lugares da frente, e quais as que podem surpreender?
Nesta série temos equipas bastante experientes neste campeonato e, na minha opinião, haverá quatro equipas que andarão a lutar pelos lugares cimeiros que são Braga B, Merelinense, Montalegre e Mirandela. Depois poderá haver mais uma ou duas equipas a tentar intrometer-se nessa luta.
Esta será a última época antes da reformulação dos quadros competitivos do futebol português, que criarão uma 3ª Liga e farão do Campeonato de Portugal o quarto escalão do futebol português. Qual a sua opinião sobre estas mudanças, e que impacto elas poderão trazer em particular às equipas transmontanas?
Acho que será uma mudança positiva, isto porque no atual campeonato existe alguma desigualdade financeira entre clubes. Com a criação da 3ª Liga, os clubes teoricamente com maior orçamento e com objetivos de chegar à 2ªLiga competirão entre si, naquela que será uma realidade mais próxima do nível do segundo escalão. Na minha opinião considero que ambos os campeonatos vão manter ou aumentar o nível de qualidade e competividade, o que dará oportunidade a equipas que, embora passem por algumas dificuldades no atual formato, passem a ambicionar um pouco mais do que a manutenção na próxima época.
Quando olhamos para o seu percurso, verificamos que esta já não é a primeira época que faz no Campeonato de Portugal, uma vez que integrou o plantel do Bragança que, em 2013/14, chegou a lutar pelos lugares cimeiros da tabela classificativa. Que recordações guarda dessa temporada, onde tinha apenas 18 anos na altura?
Guardo boas recordações e acima de tudo grandes aprendizagens. Foi uma época muito positiva, era uma equipa com um misto de jogadores experientes, com os quais aprendi bastante, e com muita juventude.
Uma vez que falamos do Bragança, o André fez parte de uma geração muito boa de jovens formados no clube que conquistou dois títulos distritais em iniciados e juvenis, e realizou uma época fabulosa no Campeonato Nacional de Iniciados em 2009/10. Qual a importância que o Bragança teve para a sua formação desportiva, e em que medida mais o ajudou a preparar-se para chegar onde chegou?
É verdade, tive a honra de pertencer a uma geração muito boa de jovens que conseguiu grandes feitos quer a nível distrital quer a nível nacional. Podíamos ter feito algo mais se o clube tivesse dado condições para isso, mas em suma acho que foi feito um percurso na formação satisfatório, que me ajudou a criar bases para o futuro. Quero aproveitar para referir que na zona do interior, muitas vezes esquecida, existe muito talento, muitos jovens com qualidade à procura de oportunidades para concretizar os seus sonhos.
Antes de chegar a Vimioso, passou pelo Africanos de Bragança e o Mirandês. Que recordações guarda dessas épocas?
São boas recordações, foram clubes que me deram a oportunidade de jogar e que me deram condições para me desenvolver como pessoa e atleta, pelo que só posso estar agradecido.
Quais os motivos que o levaram a aceitar o desafio de vir para o Águia de Vimioso em 2016/17, e que projeto desportivo lhe foi apresentado na altura?
O Vimioso sempre foi uma equipa habituada andar pelos lugares cimeiros da nossa distrital. Sempre lutou por títulos e ambicionava muito chegar ao Campeonato de Portugal, feito que foi conseguido na época passada. Toda a ambição que havia da parte do clube era partilhada por mim e isso foi o que me levou a aceitar o projeto.
Até que ponto o facto de ser um atleta com vários anos de clube lhe dá um estatuto de maior responsabilidade no clube e uma importância acrescida num balneário cheio de caras novas?
O facto de ter vários anos no clube traz-me a responsabilidade de tentar adaptar da melhor forma os novos jogadores, passando-lhes toda a informação possível acerca do clube, do seu passado, história e mística, para que eles se possam sentir logo em casa.
Chegado até ao Campeonato de Portugal com 25 anos de idade, que objetivos tem definidos para a sua carreira de guarda-redes, que ainda terá muitos anos no horizonte?
Gosto de viver um dia de cada vez, dar passos seguro e sem estar obcecado com grandes objetivos. O importante é continuar a trabalhar para poder seguir com a minha evolução. Porque de resto, como costumo dizer, "o futuro a Deus pertence".
Fotos: Águia FC Vimioso
Anexos:
Data de publicação: 2020-12-01
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