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"AF Porto será sempre um viveiro de talentos e de boas equipas"

José António Magalhães é um treinador que conhece muito bem o futsal nacional e distrital e que, atualmente, comanda a equipa do GDR Retorta na Divisão Elite AF Porto. Aos 38 anos, José Magalhães é um treinador com vários êxitos ao longo dos anos, com passagens pelo Vasco da Gama e seleção distrital AF Porto, depois seguiram-se conquistas na AF Aveiro, com a conquista do título da 1ªDivisão e Taça pelo ADC Bairros e levou a equipa de Castelo de Paiva à II Divisão Nacional de Futsal. Na entrevista procuramos perceber quais as ambições para a época 2022/2023.
 
 
COMPLEXO | Esta época esteve ao serviço do Retorta, que balanço faz da temporada?
JOSÉ MAGALHÃES Faço um balanço positivo. Uma casa nova, um grupo de trabalho que praticamente não conhecia, demorou o seu tempo para conseguir a consistência que pretendia. Mas, de facto, o grupo de trabalho foi bastante resiliente e quando nós nos conseguimos equilibrar nos aspetos táticos foi notório no nosso percurso, que culminou com a parte final da fase regular e nos permitiu atingir os quatro primeiros lugares, que era o nosso primeiro objetivo. Depois de passagens por clubes que competiam em competições nacionais, como analisa a competitividade Divisão Elite AF Porto?
Não estive nas últimas três épocas na AF Porto, mas continua a ser a divisão distrital com mais talento individual, com uma variedade de idades nos plantéis, inclusive com nomes da nossa modalidade que foram referências, o que na minha opinião enriquece o campeonato. A competitividade é positiva, mas não consistente durante o jogo. Os índices de intensidade aplicados no jogo, na minha opinião, estão mais baixos, mas muito provavelmente dado às duas últimas épocas, que tiraram esta intensidade aos jogadores e às equipas.
O Retorta perdeu nos play off e com isso não garantiu o acesso à Taça Nacional. Na sua opinião, o que faltou?
Fizemos dois jogos com o Bom Pastor completamente distintos. No primeiro encontro (2-2), perdemos nas grandes penalidades, mas foi um jogo, que apesar das muitas dificuldades, onde tivemos oportunidade de vencer dentro dos 40 minutos, contudo fomos para os penaltis e não fomos competentes. No segundo jogo (fora), o mais importante, era uma resposta anímica, mas entramos praticamente a perder (2-0) e o Bom Pastor soube muito bem gerir a vantagem dos golos e da vitória do primeiro jogo. Nunca estivemos dentro do jogo, tudo falhou estrategicamente e muito se deveu ao fator psicológico.
 
"Na próxima época haverá caras novas, mas não uma reforma total ao grupo"
 
Na próxima época irá continuar ao serviço do Retorta? Quais os objetivos?
Sim vou continuar. O objetivo passa pelo mesmo desta época. A direção do Retorta tem um plano bem definido para o departamento de futsal. No que toca ao plantel sénior (A) é que num curto-médio prazo o escalão máximo do clube volte a competir no campeonato nacional. Mas, tudo isto tem que ter suporte de base, para que o clube nunca fique dependente de jogadores fora da sua zona geográfica. Neste momento, o meu trabalho é ajudar o clube a atingir esse patamar, não há obrigação de subir, mas vamos trabalhar para que mais cedo ou mais tarde isso aconteça.
O atual plantel tem uma média de idades bastante elevada. Reestruturação do plantel com mais atletas jovens será uma das apostas na próxima época?
É provável que tenhamos sido um dos grupos com maior média de idades, mas isso nunca foi um problema para mim, jogador não tem idade, tem que ter competência e vontade de trabalhar para ajudar o grupo. Na próxima época haverá caras novas, mas não uma reforma total ao grupo. É preciso fortalecer, mas também é importante conservar alguma experiência.
 
"AF Porto será sempre um viveiro de talentos e de boas equipas, principalmente na formação"
 
Na sua opinião qual é a maior dificuldade para os clubes apostarem nos jovens atletas da formação?
Não sei se é os clubes que têm dificuldade ou se são os treinadores. Apostar nos atletas que acabam a formação requer paciência, persistência, tempo e riscos. Deve ser feito um trabalho em conjunto entre a direção, coordenador e treinadores, os poucos, mas bons casos de sucesso, trabalham todos sobre as mesmas diretrizes. Mas, infelizmente, ainda temos muitos clubes que não têm formação completa, alguns nem sub-19, logo fica sempre mais difícil sustentar estas apostas.
Como analisa o desenvolvimento do futsal distrital AF Porto?
Os quadros competitivos deste ano, com playoffs, deram um ar fresco. Contudo, o facto de haver ainda uma Taça Nacional levou à interrupção do campeonato muito cedo para algumas equipas, logo, vários jogadores ficaram sem competir um período extenso. Neste momento, e após os últimos dois anos complicados, o desenvolvimento do futsal estagnou. É importante recuperar os jovens atletas para os pavilhões. AF Porto será sempre um viveiro de talentos e de boas equipas, principalmente na formação, uma vez que os melhores (escalão sénior) começam a competir apenas nos Nacionais e serão estes jovens que, mais cedo ou mais tarde, vão preencher a divisão da Elite e a tornar apelativa.
 
"ainda vamos ver um campeonato praticamente profissionalizado, é minha a convicção."
 
Muitos treinadores queixam-se que os árbitros distritais não percebem nem compreendem o jogo. Concorda com esta afirmação? Porquê?
Não concordo de todo. É notório que estamos a ter uma transformação na arbitragem com equipas mais novas e num campeonato como Elite, é preciso alguma experiência para lidar com algumas situações, mas isso leva também o seu tempo.
A profissionalização do futsal é um dos temas há muito debatidos. Na sua opinião o crescimento do futsal passa pela profissionalização? Porquê?
O futsal tem vindo em crescimento há muitos anos, é unânime que a profissionalização trazia ainda maior competitividade. Ter um grupo de trabalho com 4 unidades de treinos por semana nunca será igual a um grupo que treine 7 ou 8. As coisas têm acontecido na nossa modalidade, pode demorar o seu tempo, mas ainda vamos ver um campeonato praticamente profissionalizado, é minha a convicção.
Qual a sua ambição enquanto treinador no futsal?
A minha ambição, num curto tempo, passa por aprofundar o conhecimento, ou seja, tirar nível III.
 
Treinador de referência? Miguel Mota
País a visitar? India
Ambição como técnico? Ter oportunidade de trabalhar na primeira nacional
O amor é? É o que nos move
Banda de música preferida? Coldplay
O maior troféu? Meus dois filhos
Personalidade de referência? A. Senna
O que o faz rir? Meus amigos Uma irritação? Falta de pontualidade
Lema de vida? Mais vale um pássaro na mão do que dois a voar
Complexo é? Fazer com que 4 jogadores pensem o mesmo. ahahah
 
Entrevistador: Luís Leal
Entrevistado: José António Magalhães

 

 

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Data de publicação: 2022-07-05

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