Paredes defendeu dignidade, mas faltou dar o susto
Foi um jogo de sentido único, domínio do Benfica mas sem grande fulgor na eficácia. O Paredes na primeira parte teve muitas dificuldades em ligar o seu jogo, procurou manter a sua organização defensiva compacta mas na frente só um canto no final do primeiro tempo. O Benfica chegou à vantagem por Samaris de cabeça na sequência de uma bola parada. E o primeiro terminou mesmo com o 0-1. O Paredes manteve-se aliado à sua identidade e manteve o equilíbrio emocional, aspeto referido como importante por Eurico Couto na antevisão ao jogo.
Na segunda parte o Paredes foi mais agressivo e destemido, mas não beliscou o domínio do Benfica, mas a equipa de Eurico Couto a manter-se viva no jogo e na eliminatória. O técnico paredense a jogar em 4:5:1, procurou ter maior consistência defensiva, e a verdade é que foi aguentado, mas faltava-lhe capacidade ofensiva para poder assustar os encarnados.
Nos últimos 5 minutos, acreditava o Paredes, Eurico Couto arriscou mas acabou por não ter uma única oportunidade perigosa nos instantes finais. O Benfica venceu numa vitória sem chama, mas perante um Paredes erguido mas sem capacidade de marcar um golo.
O Paredes despede-se da Taça de Portugal de cabeça erguida perante um Benfica que cumpriu ao seguir em frente, mas sem nada de especial a acrescentar.
Texto: Luís Leal
Foto: TVI
Anexos:
Data de publicação: 2020-11-21
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