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JOVENS PROMISSORES DA LIGA NOS REUNIDOS NUM PLANTEL

A Liga Portuguesa de futebol é uma das mais competitivas competições futebolísticas do Mundo do futebol, e palco onde, ao longo de tantos anos, «brilharam» alguns dos melhores do planeta, nesta modalidade que a todos nos apaixona.
Numa altura em que a competição retoma após este primeiro surto da pandemia, façamos uma lista com um possível plantel que reúna alguns dos jovens de grande potencial que, pelo menos esta temporada, se destacaram nos estádios portugueses.
Na lista, vamos descrever com maior detalhe um «onze» que, na minha opinião, é o que mais sobressai em termos de qualidade, seguido dos suplentes nas várias posições. Note-se que esta opinião é, evidentemente, pessoal, havendo muitos outros adeptos da Liga que achem existir outros jovens mais dignos de figurar nesta lista.
 
Escolha de Gonçalo Novais
 
LUÍS MAXIMIANO (SPORTING)
Com apenas 21 anos, já é titular indiscutível no Sporting e, se lhe derem tempo, farão dele um dos guarda-redes portugueses de referência na próxima década e meia. Ainda que tenha, num ou outro lance, uma abordagem demasiado arriscada e temerária, compensa isso com reflexos apurados e um posicionamento muito bom entre os postes, que lhe permitem fazer intervenções muito boas em remates à «queima-roupa». A sua elasticidade ajuda-o a opor-se bem a remates mais bem colocados à baliza, e a sair dos postes é agressivo e competente. Que continue neste caminho, e evolua cada vez mais!
 
TOMÁS TAVARES (BENFICA)
Tem apenas 19 anos, e foi aos 18 que começou a presente temporada. Ainda que precise de colocar um pouquinho mais de intensidade no seu jogo, as suas investidas ofensivas são de uma inteligência extraordinária, em que a sua qualidade técnica e velocidade se combinam com a sua grande capacidade de articulação com os seus colegas mais adiantados no terreno de jogo, aparecendo ora em zonas mais exteriores ora mais por dentro, a dar apoio e linhas de passe aos colegas, que permitam a progressão da equipa para o ataque. De jogadas de ataque organizado em que participa, têm saído belos lances de golo. Defensivamente, a participação nas competições europeias apurou a sua capacidade de recuperação de posse de bola, desarme e posicionamento defensivo, mas ainda tem muito para melhorar nesta vertente do seu jogo.
 
NEHUÉN PÉREZ (FAMALICÃO)
Hoje no campeonato português, em 2020/21 no Atlético de Madrid, que já o está a pensar incorporar no plantel principal. A defender é um autêntico muro, agressivo, forte no confronto físico, exímio no desarme e competente no jogo aéreo. A organizar o processo ofensivo a partir de trás, é particularmente bom nos passes longos para a frente, a lançar em profundidade a sua equipa para o ataque. Pessoalmente, gostaria de o ver a melhorar a capacidade de fazer o mesmo através de passes mais curtos e de o ver a ajudar a equipa a sair com mais critério para o ataque, sem investir tanto no jogo direto.
 
RÚBEN DIAS (BENFICA)
É um dos centrais com maior potencial no futebol europeu, preparado para «brilhar» ao mais alto nível. Fortíssimo no desarme e marcação, imperial no jogo aéreo tanto na defesa como no ataque, e sempre bem posicionado face aos diferentes momentos do jogo, seja em situações de contra-ataque adversário, que consegue neutralizar com muita mestria, seja em situações de ataque organizado, em que sabe fazer a sua equipa jogar a partir de trás. Já com 17 internacionalizações pela seleção nacional, é um jogador crucial para Fernando Santos, que não prescinde do central do Benfica no «onze» inicial.
 
ÁLEX GRIMALDO (BENFICA)
Para mim, é o segundo melhor lateral-esquerdo da Liga (apenas suplantado pelo mais experiente Alex Telles) e, aos 24 anos, é um «diamante» que o Benfica foi descobrir, em 2015/16, à academia do Barcelona. Tem um posicionamento defensivo muito bom, sempre atento na cobertura do central que está mais próximo de si quando tem de fechar por dentro, e competente na intercepção de passes em profundidade que sejam feitos para o seu lado defensivo. Quando tem espaço para atacar, é difícil travá-lo dada a sua velocidade e qualidade técnica, e está sempre atento às desmarcações dos seus colegas na frente, fazendo passes em profundidade venenosos se sentir que vai assistir um colega para uma grande oportunidade de golo. Combina bem com os companheiros nas suas iniciativas ofensivas, é um excelente driblador, e ainda que esta época só tenha marcado por uma vez, festejou sete golos da sua autoria, na grande época que fez em 2018/19.
 
UROS RACIC (FAMALICÃO)
Mais uma muito agradável surpresa que vingou no Famalicão. Médio-defensivo de 22 anos, e internacional sérvio pelas seleções jovens, Uros Racic «encheu» o setor intermediário da sua equipa com a sua capacidade de recuperação de bola e competência no jogo aéreo, aliada a uma qualidade notável na hora de projetar a sua equipa para o ataque, seja através de um jogo mais combinativo, assente em triangulações com os seus colegas de equipa, ou em passes em profundidade bem medidos para a frente. Uma coisa boa que lhe trouxe o campeonato português foi a melhoria da forma como decidia e executava as suas ações de jogo, que hoje têm muito mais critério e objetividade, sem perder o «perfume» técnico que este jogador trouxe do Valência, mas do qual abusava, perdendo-se em dribles de que resultavam perdas de bola comprometedoras. Agora sim, está no ponto certo para se afirmar. Partilha o estatuto de médio-defensivo mais promissor da nossa liga com João Palhinha, que continua a «brilhar» no Braga na sequência de um empréstimo difícil de explicar por parte do Sporting.
BOZHIDAR KRAEV (GIL VICENTE)
É o jogador mais brilhante deste Gil Vicente, e vai deixar saudades para os lados de Barcelos. Dotado de uma grande excelência técnica, faz logo a diferença mal pega na bola, conferindo velocidade às investidas ofensivas que protagoniza. Muito bom no transporte de bola e a organizar o jogo ofensivo a partir do meio-campo, aparece bem em zonas de finalização na grande-área, como o comprovam os cinco golos que marcou até agora em jogos oficiais. Está emprestado pelos dinamarqueses do Midtjylland, mas seria positivo para o nosso campeonato que o internacional búlgaro continuasse por cá, quem sabe num clube de maior dimensão...
ANDRÉ HORTA (BRAGA)
Após uma passagem discreta pelos Estados Unidos, regressou esta época a Portugal para recuperar o tempo perdido, e voltar a mostrar os atributos que o distinguiram. Dotado de um pontapé de meia-distância forte e preciso, André Horta é também capaz de pegar na bola a meio-campo e transportar a equipa em velocidade para a frente, além de ser detentor de uma visão de jogo notável, que lhe permite entender as desmarcações dos seus colegas mais adiantados, e endossar-lhes passes venenosos, colocando-os perante boas oportunidades para marcar.
FRANCISCO TRINCÃO (BRAGA)
Numa época de plena consagração, mostrou em todo o seu esplendor os seus atributos técnicos de condução de bola e drible, sendo um jogador capaz de desenhar, em conjunto com os seus colegas de equipa, excelentes jogadas de ataque que terminem em golos ou lances de grande perigo. O seu pé esquerdo é particularmente valioso, e no Barcelona terá o contexto ideal para dar seguimento ao seu crescimento como jogador, a todos os níveis. Tem um potencial incrível que, a bem do futebol português, esperemos que se confirme.
LUIS DÍAZ (FC PORTO)
Que grande época de estreia no futebol europeu! Vindo do Junior Barranquilla, o jovem internacional colombiano de 23 anos é uma lufada de ar fresco de talento num FC Porto algo desinspirado no ataque, no que ao coletivo diz respeito. Dotado de uma fantástica qualidade de drible, consegue encontrar espaço para fintar adversários e sair de zonas de pressão em situações de onde parece quase impossível escapar com a bola controlada. Com 12 golos e cinco assistências em jogos oficiais pelo FC Porto, impôs-se categoricamente.
 
CARLOS VINÍCIUS (BENFICA)
Já leva 20 golos e 12 assistências em jogos oficiais num clube de grande dimensão, e só isso já merece atenção por parte dos «tubarões» europeus. Se a isto acrescentarmos um perfil de avançado sempre bem posicionado na frente, para poder finalizar com sucesso, e que tem tendência para vir atrás buscar jogo, se for preciso, para não só combinar com os colegas de equipa no processo ofensivo, como também para usar a sua velocidade, qualidade de drible e intensidade das suas ações ofensivas, projetando a sua equipa para a frente. Inacreditável pensar que um jogador desta craveira jogava, em 2017/18, no Real Massamá, que ficou em último na Segunda Liga!
 
Quanto aos restantes jogadores deste meu «plantel» por posições, são os seguintes:
Guarda-redes: André Moreira (Belenenses) e Quentin Beunardeau (Aves)
Defesas: Fernando Fonseca (Gil Vicente), Ferro (Benfica), Toni Borevkovic (Rio Ave) e Matheus Reis (Rio Ave)
Médios: João Palhinha (Braga), Wendel (Sporting) e Pedro Gonçalves (Famalicão)
Avançados: Diogo Gonçalves (Famalicão), Marcus Edwards (Guimarães), Hélder Ferreira (P. Ferreira), Fábio Silva (FC Porto) e Toni Martinez (Famalicão)
 
Texto: Gonçalo Novais 
Foto: Twiiters Atletas
 

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Data de publicação: 2020-06-06

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