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ESTARÁ O RÉGUA A PREPARAR O REGRESSO AOS NACIONAIS?

Nova estrutura diretiva, ambições renovadas, um excelente projeto de formação, gente competente e reforços de excelente qualidade e maturidade competitiva - eis as razões que levam a acreditar que o Sport Clube da Régua pode estar a preparar-se para o regresso aos campeonatos nacionais de futebol.
Para quem não sabe, o Régua é um dos grandes clubes do Alto Douro Vinhateiro, e não só é um «porta-estandarte» de referência no desporto desta região, como tem uma história de glória para contar, que ainda hoje é recordada com a saudade de quem a viveu, e a esperança daqueles que vêm no clube uma das instituições com potencial para projetar a região no país.
O Régua já foi um clube temido na 2ª Divisão Nacional de futebol, onde «brilhou» na década de 70. «Craques» como Reinaldo, Edgar Borges, Paulino, Capelini e muitos outros, faziam do Peso da Régua um tormento para os adversários, que estavam longe de vir para fazer turismo junto às margens do Douro. Clubes bem conhecidos do futebol nacional, como o Rio Ave, Penafiel, Chaves, Leixões, Paços de Ferreira, Famalicão ou Feirense fazem parte do extenso rol de «vítimas» dos reguenses, respeitadíssimos no futebol português. Ainda nesses grandes anos, mais concretamente em 1977/78, o Régua jogaria no Estádio da Luz para os oitavos-de-final da Taça de Portugal, onde seria eliminado pelo «grande» Benfica, num dos momentos mais altos da vida do clube.
A «litoralização» do futebol profissional português, que só a espaços foi desafiada por clubes como o Desportivo de Chaves, Académico de Viseu, Covilhã, Campomaiorense ou O Elvas, também se refletiu na queda do Régua, primeiro para os campeonatos não-profissionais, e depois para os distritais.
A pandemia veio, contudo, trazer uma possibilidade de ascensão que pode ser crucial para voltarmos a ter futebol de campeonato nacional no Alto Douro Vinhateiro. Desde logo, porque as manutenções de Vila Real, Montalegre ou Pedras Salgadas garantem que estes competidores, bastante competitivos, permanecerão a representar o distrito de Vila Real. Se a isto acrescentarmos não só a subida do Mondinense, na condição de líder da Divisão de Honra vila-realense, como do Vidago, convidado a ocupar a vaga do desistente Chaves Satélite, torna-se fácil olhar para o Régua como um fortíssimo candidato ao trono da AF Vila Real.
Olhemos, primeiro, para quem transita da época anterior. Miguel Gonçalves continuará como guardião da baliza reguense, o lateral Caio continuará a transmitir a sua maturidade competitiva à equipa, Dani Mendes será um elemento importante no eixo da defesa, Carlos Silva tentará dar seguimento à sua estreia prometedora na equipa principal, no flanco direito, e Miguel Rodrigues chega vindo dos juniores, para confirmar o seu valor. O meio-campo está repleto de jogadores fiáveis e competentes, com o Régua a poder contar com Paulo Machado, Luisinho, Quinzinho e Zé Roberto, aos quais se junta o «teenager» Montenegro, um dos maiores talentos da formação. Marquinhos vai continuar a desequilibrar na frente de ataque, e Jokito também tem lugar previsto no plantel.
Agora, vejamos os reforços. Habituado a competir com regularidade, Francisco Ferraz é uma opção para a baliza que vem do Fontelas. João Mário, que na temporada transacta comandou as defesas do Santa Marta e do Fontelas, chega ao Régua para ser um elemento nuclear no processo dedfensivo da equipa. O polivalente Miguel Morais, que deu muito boa conta de si nestas últimas três épocas no Santa Marta, vem preparado para ser a habitual mais-valia que costuma ser, tanto na defesa e no meio-campo. Com uma experiência competitiva acumulada de muita qualidade, Diogo Seminário está no Régua como elemento fulcral no meio-campo de uma equipa que quer ser a mais forte do campeonato. André Coutinho é garantia de qualidade técnica e oportunidades de perigo no ataque, e em relação a João Nuno, basta lembrar os 45 golos marcados em jogos oficiais no Santa Marta de 2018/19.
Com os dados a serem lançados, a equipa comandada por um dos treinadores mais promissores da região, Flávio Fonseca, está a ganhar forma, num campeonato em que anseia recolocar o Peso da Régua na rota dos campeonatos nacionais. Será que é desta que o «grande» do Alto Douro vai regressar aos palcos que merece?
 
Texto: Gonçalo Novais
Foto: SC Régua

 

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Data de publicação: 2020-07-10

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