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O ÚLTIMO «CLÁSSICO» DE UMA ÉPOCA DE ESPETÁCULO TRISTE

FC Porto e Benfica defrontam-se no próximo sábado numa final de Taça mais triste do que o habitual.
Triste, porque o público não fará a festa digna da «prova-rainha» do futebol nacional. Mas triste, também porque ambas as equipas terminam uma temporada em que, num caso e no outro, a qualidade futebolística esteve aquém das expectativas dos adeptos.
O FC Porto acaba por ser campeão sem deslumbrar. Para encontrarmos um campeão nacional de futebol tão pouco brilhante, precisamos de recuar até 2004/05, quando o Benfica de Giovanni Trapattoni quebrou um longo jejum de títulos, perante uma equipa portista a ressentir-se da perda do então campeão europeu Mourinho para o Chelsea.
Como ponto positivo, há a enaltecer a combatividade e empenho de um campeão que nunca virou a cara à luta. Pepe, Alex Telles ou Sérgio Oliveira são os grandes exemplos dessa identidade guerreira que depois não se materializa na qualidade de processos. Se a defender, a equipa cumpre, a atacar há uma aposta excessiva num jogo muito direto para avançados possantes como Marega, Soares ou Zé Luís, conhecidos pela sua força nos duelos mais «físicos» com os centrais adversários. A tentar dar alguma «magia» a tudo isto, aparecem Luís Díaz, Jesús Corona ou Otávio, com o primeiro a estar em dúvida para o duelo decisivo da Taça.
A seu favor antes do jogo decisivo, estão os dois grandes jogos que a equipa realizou diante dos «encarnados» e que, mais tarde, vieram a revelar-se decisivos na conquista do título.
Mas é no desnorte estratégico do Benfica nesta reta final de temporada que pode também estar um outro fator favorável aos portistas. Com novo treinador já contratado e muitos rumores de reforços para uma próxima temporada que vai marcar o «tudo-ou-nada» da continuidade de Luís Filipe Vieira na presidência das «águias». Até porque quando o poder está em jogo, e o sentido estratégico de um clube é pouco ou nenhum, faz-se tudo para se ganhar e ser campeão.
A este propósito, ouvi recentemente declarações de um conhecido técnico irlandês, Chris Hughton, que dizia, a propósito da sua passagem por um problemático Newcastle, que a conquista do Championship e subsequente subida à Premier League ajudou a «esconder» os problemas que o clube vivia há uma década, e no Benfica passa-se algo idêntico - vai-se buscar um treinador de elite, enche-se o plantel com os Cavanis de alto nível desta vida, e faz-se a jovens como Tomás Tavares, Florentino Luís, Ferro, Tiago Dantas, Jota ou Gonçalo Ramos aquilo que se fez a Bernardo Silva, João Cancelo, Gonçalo Guedes ou André Gomes. Tudo se faz e sacrifica, em nome da vitória fácil.
É pois neste estado instável, agravado por uma reta final muito má, em que viram os rivais a «ir para a festa» que eles julgariam ir fazer uns meses antes, que um Benfica a viver complicações defensivas, pautadas por défices de entrosamento entre os jogadores dos setores mais recuados da equipa e falta de solidariedade e envolvimento coletivos na hora de defender, que os «encarnados» vão tentar fazer valer o seu poderio ofensivo, com Pizzi e Vinícius à cabeça, para tentarem desfeitear os «dragões» no derradeiro jogo da época.
Tudo para acompanhar no próximo sábado, a partir das 20h45.
 
Texto: Gonçalo Novais
 

 

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Data de publicação: 2020-07-31

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