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"A equipa foi construída à minha imagem e com os pergaminhos do clube"

É com a ambição de lutar por títulos e de colocar na quadra um espírito combativo que permita a sua afirmação no futsal distrital, que a equipa do Casa do Benfica de Vila Pouca de Aguiar começa, já no próximo fim-de-semana, a sua participação em mais uma edição da 1ª Divisão distrital.
 
Daniel Silva, um dos mais promissores treinadores de futsal do distrito, volta a assumir as rédeas dos aguiarenses depois de já ter orientado os «encarnados» na época transacta, e aponta baterias rumo à melhoria da classificação e luta por títulos esta época. "O nono lugar do ano passado foi um pouco inglório para o futsal que praticámos e fora dos pergaminhos deste clube. Fomos inconstantes durante a época, mas acreditámos e trabalhámos para estarmos bem nos «playoffs». As expectativas para o arranque da nova temporada são as mesmas desde que sou treinador neste clube. Jogarmos sempre para ganhar o jogo que disputamos. Acreditamos sempre no trabalho que desenvolvemos logo as expectativas são as melhores e de que conseguiremos estar onde merecemos, que é a lutar por títulos", afiançou.
 
A identidade aguerrida e sentido de compromisso parecem ser os traços distintivos que se podem esperar da formação de Vila Pouca nesta nova época. "A nossa equipa foi construída à minha imagem e construída de acordo com os pergaminhos do clube. Gente humilde e trabalhadora que agarra uma causa, neste caso o gosto de praticar futsal. Jogadores com raça, humildes, sérios e trabalhadores, comprometidos sempre com os nossos objetivos. Seremos uma equipa que jogará olhos nos olhos com todas as equipas, não fugindo á luta pelos três pontos. Seremos pressionantes e daremos luta a todos os nossos adversários. Como se costuma dizer “vendemos cara a derrota”, nós diremos, quando tal suceder, que “vendemos muito cara a derrota”", sublinhou Daniel Silva que, apesar de confiante na qualidade dos seus jogadores, falou das dificuldades de preparação de uma temporada tão atípica. "Com a pandemia foi mais difícil planear e estruturar o plantel pois estaríamos pendentes dos protocolos e planos de contingência municipais. Tínhamos planeado começar a pré época no dia 1 de setembro mas adiámos por três vezes porque ainda não tínhamos pavilhão nem protocolos definidos. Paralelamente a isto, outra parte do nosso trabalho foi convencer os jogadores a regressar, depois arranjar alternativas aos jogadores que saíram por terem receio e depois contratar novos jogadores, apresentar-lhe as nossas ideias e modelo de jogo e construir mais uma vez uma equipa nova. Com tudo isto, nós queríamos proporcionar aos nossos atletas toda a segurança necessária para a prática desportiva. Queríamos e queremos que os atletas se sintam seguros dentro das nossas instalações sem terem que pensar na pandemia. Queremos que estejam felizes e tranquilos na prática do futsal. Daí termos implementado um plano de contingência e regras muito rígidas, sendo de louvar o trabalho do nosso presidente João Ramos, que foi incansável juntamente com o Município na elaboração dos mesmos. Pensamos que tudo irá correr bem, desde que todos sejamos responsáveis", acredita.
 
Com um campeonato composto por uma dezena de equipas, Daniel Silva antevê uma época mais nivelada entre os participantes, acreditando que a subida aos nacionais de um fortíssimo Valpaços terá ajudado a esse equilíbrio previsto. "Este ano, na minha opinião, será um campeonato muito mais equilibrado. Não só pelo formato do campeonato, mas pela qualidade que existe quer nos plantéis quer nos treinadores. As exigências serão muitas visto que as equipas no meu ponto de vista serão mais ou menos equilibradas. No ano passado tínhamos um Valpaços que, honestamente, tinha muito valores individuais que faziam a diferença, não desfazendo o trabalho dos meus amigos Fernando Parente e Rogério Teixeira, que foi muito bom, daí eles não terem uma única derrota. Este ano, com a subida do Valpaços, teremos mais equilíbrio e o nosso campeonato é rico em surpresas jornada após jornada".
 
Nos últimos anos, o Casa do Benfica de Vila Pouca foi um dos emblemas que mais dignificou o distrito de Vila Real no futsal nacional e a vontade de Daniel Silva, enquanto técnico, é a de recolocar o clube num patamar competitivo maior, a partir de um ciclo que o mesmo revela ter sido difícil. "Quando aqui entrei em 2018, o clube passava por uma reestruturação a todos os níveis. Quer desportivo quer financeiro. É um clube serio e humilde onde não falta nada a um jogador, mas que neste momento não tem um jogador que seja bonificado monetariamente, pois jogam todos por gosto e amor á camisola. Todos os anos tenho que formar um plantel com jogadores novos. Isso provoca sempre entradas e saídas não existindo uma estabilidade. É nisso que estou a trabalhar juntamente com o presidente João Ramos. Criar estabilidade no clube para que, num futuro próximo, estejamos a lutar para, quem sabe, poder levar Vila Pouca mais uma vez aos nacionais".
 
Para esta época, o Casa do Benfica de Vila Pouca parte com um plantel formado pelos guarda-redes George e Tiago Barros, bem como Leandro Martins, António Alves, André Carvalho, Christiano, João Silva, Jota, Nheco, Ricardo Almeida, David Carvalho, Rafael Peixinho, Jorge Carvalho e Paulo Cruz.
 
Texto: Redação
 

 

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Data de publicação: 2020-10-21

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