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O sonho de Miguel Oliveira começa no Catar (Antevisão)

Domingo, dia 28 de março, começa a odisseia de centenas e centenas de quilómetros que levará os pilotos das classes de MotoGP, Moto2 e Moto3 ao sonho do título mundial de velocidade, com Miguel Oliveira a querer fazer uma estreia em grande ao serviço da Red Bull KTM Factory Racing, a sua nova equipa depois de dois anos na Tech3.
Depois de uma época em que acabou em nono na geral e levou de vencida os Grandes Prémios da Estíria e Portugal, o português de ascendência celoricense, que se junta ao sul-africano Brad Binder na equipa oficial da marca austríaca, já não vê a hora de arrancar para a nova temporada com a sua magnífica RC16. "Estou muito entusiasmado por me ter juntado à equipa oficial da KTM, e para que se inicie a temporada. É para mim um gosto voltar a partilhar as boxes com o Brad para nos motivarmos um ao outro e conseguirmos mais vitórias. Esta espera pelo início da nova época pareceu-me demasiado longo, em virtude de ter acabado em alta no ano passado. Foram dois bons anos na equipa Tech3, com uma vitória no Grande Prémio de Portugal que teve um significado muito importante para mim, mas o que quero é que a temporada de 2021 comece, com o foco em tentar fazer um bom trabalho", sublinhou, na apresentação da equipa para a época de 2021.
Apesar das expectativas em torno de Oliveira e das aspirações do português à realização de uma grande temporada, o elenco da «classe-rainha» da velocidade mundial está repleto de qualidade, a começar pelo campeão em título Joan Mir, que parte como a grande figura da Team Suzuki Ecstar para o desafio de defender o seu estatuto. "Na época passada, fizemos uma campanha realmente boa e alcançámos o nosso sonho de vencer o campeonato. Aqui no Qatar partimos todos, contudo, do zero e será importante sentirmo-nos bem preparados. Os testes não foram maus mas temos trabalho a fazer, pois temos esse grande desafio de defender o título. Vamos fazer o possível para o conseguir", afiançou o espanhol, em conferência de imprensa de antevisão à jornada inaugural do campeonato.
A realizar tempos interessantes na pré-temporada, com destaque para as sessões oficiais de testes realizadas entre os dias 6 e 11 de março no Qatar, o australiano Jack Miller, da Ducati Lenovo Team, parece estar a adaptar-se bem à sua Desmosedici GP21, mas opta por refrear qualquer entusiasmo excessivo, demonstrando respeito pela qualidade dos adversários na grelha. "Sinto-me preparado como o habitual. A paragem entre temporadas não foi muito longa e apesar de ter estado na Austrália durante uns tempos, não foi tanto como desejaria. A pré-época está a correr bem e os tempos foram bons nos testes, mas não devemos dar demasiada atenção a isso, até porque as condições foram perfeitas. Na competição partimos todos do zero, pelo que vamos ver como corre a nossa prestação", referiu, ele que em 2020 fez três segundos lugares e um terceiro posto.
Tempos mais sombrios parece estar a viver a Repsol Honda Team. Com Marc Márquez ausente e substituído por Stefan Bradl e tempos que não convencem nos testes, a equipa foi representada na conferência de imprensa por Pol Espargaro, e apesar de admitir que as condições não são ideias, apontou aspetos positivos à sua RC213V. "Tivemos um início de época difícil porque só tivemos quatro dias de testes, o que tanto para os «rookies» como para os rapazes que mudaram de equipa foi ainda pior. Ainda assim, já na reta final desta preparação senti-me mais confortável e fui capaz de fazer algo interessante em termos de ritmo de corrida, quanto mais não seja para definir a nossa estratégia para a prova. É verdade que ainda temos muito para evoluir e as dificuldades iniciais vão ser algumas, mas acredito que vamos desfrutar da primeira corrida da época", acredita o espanhol que trocou a equipa oficial da KTM pela Honda este ano, para ser o colega de equipa do hexacampeão mundial Marc Márquez, grande ausência deste fim-de-semana.
Vencedor de três corridas no ano passado, o francês Fabio Quartararo é outro dos indiscutíveis candidatos ao título, e procurará dar consistência ao potencial enorme de que é detentor, e que procurará explanar na Yamaha YZR-M1 da equipa oficial da marca japonesa. "O ano passado e, em particular, o final de temporada foram bastante difíceis mas penso que aprendi várias coisas que me trouxeram muita experiência importante para o futuro. O ano de 2020 foi marcado por vários altos e baixos mas sinto-me preparado para 2021 e acho que isso é o mais importante", sublinhou.
No MotoGP desde 2000 e com sete títulos na bagagem, o "Doutor" Valentino Rossi continua a viver a paixão pela velocidade como no primeiro dia, e para 2021 vai continuar a brindar-nos com a sua qualidade de condução, ele que é um ícone eterno do desporto internacional. "A atmosfera antes da primeira corrida é sempre a mesma, é quase como se fosse o primeiro dia de escola, é sempre entusiasmante! Para este ano, mudei de equipa após um longo período de tempo, mas sinto-me bem na estrutura. O ambiente é bom e os testes não correram mal, por isso vamos ver como nos saímos na corrida propriamente dita", declarou o italiano, que abandonou a equipa oficial da Yamaha ao fim de oito temporadas mas que se mantém com uma YZR-M1, mas da equipa-satélite da Petronas Yamaha SRT.
O Grande Prémio do Catar em MotoGP está marcado para o próximo domingo às 18h, sendo que a corrida de Moto2 iniciará às 16h20 e a de Moto3 abrirá o certame às 15h.
 
Texto: Gonçalo Novais

 

 
 

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Data de publicação: 2021-03-26

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