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O COVID-19 CONVIDA AO FUTEBOL?

Paulo Ferreira

Vivem-se tempos nunca antes vividos. O distanciamento social, tem sido tema recorrente nas nossas vidas. Desde a Educação até ao Desporto em Portugal, tudo mudou e o que ainda poderá mudar.
Será que estamos preparados para mudar? Qual a forma? Qual o modelo a seguir? O que fazer? São algumas questões que fazemos nas diferentes áreas, todos os nossos dias.
Darwin dizia, que os organismos mais bem adaptados ao meio têm maiores probabilidades de sobrevivência do que os menos adaptados, deixando um número maior de descendentes. Os organismos mais bem adaptados são, portanto, selecionados para aquele ambiente.
Qual o ambiente que temos no nosso futebol, com esta pandemia? Será que irá acontecer a lei da sobrevivência, que só os mais fortes sobrevivem? Será que se aplica a tão famosa frase popular, “Na terra de cegos quem tem olho é rei”? … Eu julgo que sim!
A minha opinião, é que irá acontecer dois cenários.
Num primeiro cenário, iremos ter equipas que estão mais bem preparadas, quer a nível de recursos humanos, quer financeiramente, ou pelo seu historial. Têm nesta pandemia uma janela de oportunidade para serem “mais e melhor”, todos os dias.
O outro cenário, será certamente, equipas que viviam, o clube dia após dia, sem planear o futuro, sem grandes recursos financeiros, sem grande massa adepta, sem “pessoas” capazes de os manter vivos.
Hoje em dia, quem não acompanhar os tempos, quem não viver a pensar no futuro, vai ter muitas dificuldades no presente. Os resultados não devem, nem podem estar à frente da subsistência do clube… e isso, na maioria das vezes, é o mais recorrente, levando históricos a “fechar as suas portas”, outros a terem quedas abruptas, que dificilmente se conseguem reerguer.
Por isso, o Covid-19 não convida ao futebol… mas convida à oportunidade de negócios e enquanto o futebol for, cada vez mais, um negócio, a nossa classe de treinadores, sente-se incapaz, sente-se à deriva.
Sabemos que vivemos de resultados, mas com esta pandemia, vivemos ainda mais dos “euros”, que não dependem de nós, mas sim de quem investe nos clubes.
Eu fui habituado a ver o jogo como uma paixão, no seu estado puro, não desta forma, não como uma bolsa de apostas, ou operações financeiras para justificar valores obtidos por meios ilícitos ou não declarados.
Se antes desta pandemia já era difícil sermos “puros” e “nós” treinadores no processo, agora com o Covid-19 adensa-se mais a dificuldade em chegar ao topo, (se bem o que é chegar ao topo?), porque não chegará a competência…
Esperam-se tempos difíceis para quem nunca navegou em águas calmas e tempos de glória para quem está dentro do “sistema”.
A seleção será natural, mas de forma adulterada. Sejamos fortes, sejamos resilientes e nunca deixemos de sonhar. Já Manuel Freire dizia, na sua Pedra Filosofal, o SONHO COMANDA A VIDA.
 
A opinião de Paulo Ferreira

 

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