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O PRINCIPIO DO FIM OU UM NOVO INÍCIO?

HUGO PINTO

Que futuro para os nossos jovens? Haverá competições este ano? Quais as repercussões para o futuro?
Tudo leva a crer, que o “tecido “ desportivo, sofrerá tremendas consequências desta crise. Quantos clubes desaparecerão? Quantos atletas abandonarão as modalidades? Sendo ainda difícil de responder a estas questões, tem-se já uma noção e que algumas coletividades vão desaparecer, seja devido a questões financeiras, seja pela cada vez menor existência de atletas. O que leva os atletas a desistir? Desmotivação? Medo? Dificuldades Financeiras? 
Com o mais provável afastamento dos patrocinadores, que mantêm vivos grande parte dos clubes, terão que ser as autoridades locais e estatais, seja através de subvenções, seja através do assumir algumas das despesas correntes dos clubes, ou então podemos estar a assistir à transformação e destruição de grande parte do desporto jovem federado.
Será que haverá competições? A competição é o rastilho que move os atletas. É o que os motiva, que os obriga a ser melhores a cada dia, a uma superação constante. Na sua ausência tudo parece perder sentido e a qualidade do processo formativo perde algo que lhe é inerente e sem ela, muitos jovens não veem os benefícios do desporto em geral e abandonam a modalidade.
E as consequências para o futuro? As consequências serão dramáticas. Desde logo ao nível motor, pois a ausência da prática, da competição, criou desequilíbrios que demorarão anos a recuperar. Segundo, a nível psicológico, o futebol é meio de quebrar rotinas, de aliviar stress, cumprir regras, que apenas o desporto em geral possui. Terceiro, a nível social, é no futebol, no balneário, no treino, nas viagens, que os atletas se descobrem, partilham sonhos, frustrações, libertam-se, formam-se e criam ligações para a vida. 
Sem o desporto, números incalculáveis de jovens, voltarão ou irão iniciar um caminho de ócio, com níveis insuficientes de atividade física, com maior dependência das novas tecnologias e, em alguns casos, com comportamentos desviantes, que só o desporto consegue domar.
A ausência do Futebol, tornará os jovens menos autónomos, menos comprometidos, com uma baixa autoestima, perdendo valores como a resiliência, respeito pelos outros, capacidade de sacrifício. Resumindo, teremos uma geração de jovens menos aptos em termos motores, sociais e psicológicos, com dificuldades inerentes no relacionamento com os demais, com dificuldades de superar adversidades que irão ter consequências em todos os domínios da sua vida. 
É em alturas de crise, que nos conseguimos superar, reinventar, criar novas ideias, inovar, fugir do precipício. É tempo de unir as gentes da terra, unir setores locais, criar sinergia, pensar “fora da caixa”, combater excessos cometidos, apelar à solidariedade, criatividade, lutar e acima de tudo nunca desistir.
 
Estamos à altura desta MISSÃO? Penso, sinceramente, que sim, é nestas alturas de maiores desafios, que a humanidade  e acima de tudo o desporto, se agiganta, se transforma,  pode ser o fio condutor e exemplo para toda a sociedade.
 
Hugo Pinto: Treinador Futebol e Coordenador Técnico do SC Freamunde

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