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Governo e o Desporto nos cuidados intensivos

Luís Leal

Atualmente, o desporto continua parado praticamente em toda a sua intervenção. Irá no próximo mês de março fazer um ano, sobre a suspensão das atividades desportivas, principalmente na formação desportiva. Esta é a principal problemática que hoje, os diferentes agentes deverão refletir sobre a sua importância e impactos, se é que dúvidas haja sobre o retrocesso desportivo.
Está a ficar hipotecado todo o desenvolvimento de cultura desportiva que levou décadas a ser implementado em Portugal e que ainda está longe, comparativamente com outros países. O papel do Estado é, sem dúvida, fundamental para o desenvolvimento desportivo, mas esse papel está completamente esquecido pelos governantes, que, muitas das vezes, de desporto só conhecem e usam na altura das inaugurações eleitoralistas ou na entrega de medalhas. A Constituição Portuguesa defende o desporto como um dos direitos dos cidadãos, mas, atualmente, passa para segundo plano. O desporto é economia, é desenvolvimento societário e cultural pelos diferentes valores que transporta, aliado à sua importância na saúde física e mental, comprovada por todos. E o Estado? Qual o papel que tem vindo a desempenhar na defesa do desporto?
Hoje, a situação pandémica veio colocar a cru muitos dos problemas governativos que temos vindo a assistir ao longo dos anos. A pouca estratégia, consequente de uma visão muito nebulosa sobre qual o papel e enfoque do Estado perante o desporto.
Atualmente, Portugal não tem um Ministério próprio do Desporto, mas sim uma Secretaria de Estado decrépita e incapaz de defender o desporto e principalmente na sua intervenção direta de desenvolvimento. Portugal tem como representante máximo do desporto governativo o Secretário de Estado João Paulo Rebelo, que além de ser mais um dos “boys” sem voto nas decisões políticas, que acompanha sem sentido crítico as decisões dos seus “padrinhos”, nada protege os interesses do desporto.
Uma incapacidade e inoperância assustadora, que em outros países, dariam direito à sua demissão por incapacidade ou inação. A estrutura desportiva governamental é cada vez mais uma “ilha” de gabinete no poder político, sem voz, sem alma e sem capacidade de previsão ou intervenção. Perdida ou amarrada? Na maior crise desportiva de sempre, o Governo tem revelado que olha para o desporto como o parente pobre do país, ou melhor, o sector de maior flagelo e inoperância governativa, nas suas intervenções de combate aos efeitos da pandemia. Na "bazuca" europeia de 13 900 milhões que irá chegar a Portugal, a atividade desportiva nem sequer consta no Plano de Restruturação e Resiliência. Esquecimento ou intensão? Se o desporto cresce e se desenvolve em Portugal, não é certamente por visão do governo.
Os pequenos e médios clubes são o principal motor de toda a dinâmica desportiva do país, mas agora que mais precisam continuam isolados e olhados com cara feia por indiferença, abandonados à sua sorte. As suas dificuldades são evidentes, irão hipotecar o desenvolvimento de gerações de crianças e jovens durante anos, por uma simples incapacidade governativa de perceber o fenómeno desportivo. Irá haver clubes a fechar portas, modalidade que ficarão frágeis, atletas que nunca mais irão ter a oportunidade em muitas regiões de praticar desporto caso alguns clubes não sobrevivam.
Muitas vozes se levantam dentro do panorama desportivo, contra a posição e inação do Governo de Portugal e das suas medidas esquecidas para o desporto.
A luta deverá ser conjunta entre os diferentes agentes contra esta falta de procura de soluções. Os agentes desportivos, na sua maioria voluntários, que fazem do seu clube um pouco melhor a cada dia, são verdadeiros “heróis”, e mereciam mais respeito, que sem armas vão conseguindo combater toda a problemática diária.
A pergunta que fica é: Até quando eles vão aguentar na “batalha” sozinhos?

 

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